A Cidade da Guatemala, de nome oficial Nueva Guatemala de la Asunción, é a capital e a maior cidade do país, com cerca de 3 milhões de habitantes. Com a região metropolitana, são mais de 5 milhões, a maior aglomeração urbana da América Central. Fica no centro-sul do país, a cerca de 1.500 m de altitude, e o clima é ameno o ano inteiro por causa disso.
A capital está aqui desde 1776. Depois dos terremotos de Santa Marta, que destruíram boa parte de Antígua, a antiga capital, o governo mandou transferir a sede para o vale da Ermita, e a ordem saiu em 1º de dezembro de 1775. A cidade é desenhada em quadras e dividida em 25 zonas numeradas, o que facilita se localizar. No meio dela estão as ruínas de Kaminaljuyú, uma cidade maia com mais de 2 mil anos, hoje um parque.
Melhor época para ir
Existem duas temporadas bem marcadas. A chuvosa vai de maio a outubro, com manhãs de sol parcial e tarde de chuva ou tempestade. A seca vai de novembro a abril. De junho a setembro as temperaturas variam entre 16 e 28 °C. Entre julho e agosto há uma pausa nas chuvas, a canícula, mas é também quando a umidade é mais alta. O frio vem sobretudo em janeiro e fevereiro, quando já se registrou a mínima de 2 °C. Quem quer evitar chuva no fim do dia fica melhor entre novembro e abril.
Como chegar
O Aeroporto Internacional La Aurora fica na zona 13, dentro da cidade, a 1.509 m de altitude, e recebe voos internacionais diários. Dali saem também voos nacionais para destinos como o aeroporto de Mundo Maya, em Petén. Na cidade, o sistema de ônibus rápidos Transmetro tem sete linhas, e há ainda ônibus urbanos.
O que fazer na Cidade da Guatemala
A melhor maneira de entender a cidade é por zonas, cada uma com um jeito próprio.
- Centro histórico, na zona 1: é onde a cidade começou, entre 1776 e 1892. Estão ali o Palácio Nacional da Cultura, a Catedral Metropolitana, o Portal do Comércio, o Mapa em Relevo, o prédio dos Correios, o Teatro Nacional e o Museu da Ferrovia. As fachadas misturam art déco, barroco, neoclássico e ecletismo, e o conjunto é patrimônio cultural da Guatemala desde 1998.
- Zona 4: bairro de ruas diagonais, com o distrito cultural Cuatro Grados Norte, cheio de bares, restaurantes e exposições de arte.
- Zona 10, a Zona Viva: concentra hotéis, bares, restaurantes e vários museus.
- Zona 13: tem o Zoológico La Aurora, o Museu da Criança e o Museu Nacional de Arqueologia e Etnologia, com cerca de 20 mil peças arqueológicas e 50 mil etnológicas.
- Kaminaljuyú: o centro cerimonial maia, dentro da própria cidade.
Com guia, há um free tour de 3 horas e um tour de 4 horas pela cidade. Quem tem um dia livre encontra uma excursão de 8 horas ao vulcão Pacaya e uma viagem de avião a Tikal, de 12 horas. A Semana Santa é uma das grandes celebrações católicas da cidade, e em 15 de agosto, dia da Assunção, acontece a feira local.
Onde se hospedar
A zona 10 tem a maior oferta de hotéis e a vida noturna mais ativa. A zona 4, com o Cuatro Grados Norte, vem logo atrás em procura. Quem tem voo cedo pode ficar na zona 13, perto do aeroporto, e o centro histórico tem hotéis mais simples, de duas e três estrelas, e comércio informal nas ruas.
















