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O que fazer na Etiópia

6 cidades e regiões para explorar

A Etiópia é um país sem litoral no Chifre da África, limitado por Sudão, Sudão do Sul, Djibuti, Eritreia, Somália e Quênia. É a segunda nação mais populosa da África e uma das mais antigas do mundo. A capital, Adis Abeba, abriga a sede da União Africana. O país tem cerca de 80 grupos étnicos, adotou o cristianismo como religião de Estado no século IV e, ao lado da África do Sul, tem o maior número de sítios do Patrimônio Mundial da Unesco na África (oito).

É também a terra de origem do café. Se isso não te convence, as igrejas talhadas em pedra convencem.

A melhor época para visitar a Etiópia

A altitude manda no clima. O planalto central fica entre 1.290 e 3.000 m, e o país se divide em três zonas: a fria, acima de 2.400 m (0 a 16 °C), a temperada, de 1.500 a 2.400 m (16 a 30 °C), e a quente, abaixo de 1.500 m, com diárias de 27 a 50 °C. Adis Abeba, entre 2.200 e 2.600 m, tem máxima de 26 °C e mínima de 4 °C. O clima é em geral seco e ensolarado. A chuva intensa (a meher) vai de meados de junho a meados de setembro, com uma estação mais leve (belg) entre fevereiro e abril. Para viajar por terra sem lama, a melhor janela é fora desses meses, de outubro a maio.

Como chegar à Etiópia

O ponto de entrada principal é o Aeroporto Internacional Bole, em Adis Abeba, base da Ethiopian Airlines, uma das maiores companhias aéreas da África. De Adis Abeba saem voos regulares para a Europa, países árabes e africanos, e já houve ligações menos frequentes com Rio de Janeiro e São Paulo. Confira a rota atual. Dentro do país, o transporte se concentra em torno da capital: a única linha de trem (781 km) liga Adis Abeba a Dire Dawa e ao Djibuti, e boa parte das estradas é de terra.

O que fazer na Etiópia

O roteiro clássico é o do norte histórico. Lalibela tem um conjunto de 12 igrejas ligado ao imperador Lalibela I, erguido, segundo a tradição, para replicar uma "Nova Jerusalém" para cristãos que não conseguiam chegar à cidade santa. Axum guarda as estelas e a memória do império que deu nome ao país. No sul e no leste, a paisagem muda: a Depressão de Danakil é uma das regiões mais baixas da África, e Dallol é apontada como o povoado mais quente do mundo. Para natureza, há as Montanhas Semien e Bale, o Lago Tana (nascente do Nilo Azul) e animais endêmicos como o babuíno-gelada e o lobo-etíope. Quem gosta de cultura pode ir em janeiro, para o Natal etíope (7 de janeiro) e o Timkat, que lembra o batismo de Jesus e cai em 19 ou 20 de janeiro.

No catálogo de passeios que reservamos, há um tour de 3 dias pelas igrejas de Lalibela, um tour privado de 9 dias pelo norte da Etiópia, outro de 9 dias pelo sul e um tour privado de 8 horas por Adis Abeba. Para quem vai pela primeira vez, o roteiro guiado resolve a logística.

Onde se hospedar

Adis Abeba é o ponto de partida. Nas cidades do roteiro histórico, como Lalibela, a estrutura é mais simples, então reserve com antecedência.

Gastronomia

A comida etíope mais conhecida são ensopados grossos de carne, os wat, e acompanhamentos de legumes servidos sobre a injera, um pão achatado de fermentação natural feito com farinha de teff. Não se come com talher: a injera funciona de colher. E o café, claro, é parte obrigatória da viagem.

Dicas práticas antes de ir

  • A altitude cansa. Em Adis Abeba e nas terras altas, sinta o corpo nos primeiros dias.
  • Leve agasalho, porque as noites são frias no planalto mesmo em dias de sol.
  • Confira alertas de segurança do governo brasileiro antes de fechar roteiros por regiões afastadas.

O Visite o Mundo recomenda?

Recomenda, desde que você aceite uma viagem de logística trabalhosa. Não é destino de fim de semana nem de hotel cinco estrelas, mas é dos poucos países onde o passado ainda está à vista. Reserve pelo menos uma semana.

O guia completo

Todos os destinos na Etiópia