O Chile é uma faixa de terra espremida entre a cordilheira dos Andes e o Oceano Pacífico. Tem cerca de 4.300 km de comprimento e, em média, só 175 km de largura, com quase 20 milhões de habitantes, a maioria concentrada em volta da capital, Santiago. Faz fronteira com Peru, Bolívia e Argentina, e é um dos dois países sul-americanos que não dividem fronteira com o Brasil (o outro é o Equador).
A forma estranha do país explica o tamanho da variedade: no norte fica o Atacama, o deserto mais seco do mundo; no centro, o clima é mediterrâneo; no sul, geleiras, fiordes e lagos. Quem vai do extremo norte ao extremo sul cruza desertos, vinhedos, geleiras e lagos.
A melhor época para viajar para o Chile
As estações seguem o hemisfério sul: verão de dezembro a fevereiro, outono de março a maio, inverno de junho a agosto e primavera de setembro a novembro. Por causa da extensão de 38 graus de latitude, o clima muda bastante de região para região. O norte é desértico, o centro é de clima mediterrâneo, e no sul o clima é oceânico, com neve nas montanhas. Em San Pedro de Atacama, a variação de temperatura entre o dia e a noite pode ser grande.
Na prática: verão para a Patagônia e para o litoral, inverno para esquiar. Nos Andes centrais há estações de esqui conhecidas, como Valle Nevado e Portillo.
Como chegar ao Chile
A principal porta de entrada é o Aeroporto Internacional Comodoro Arturo Merino Benítez, em Santiago. Dentro do país, outros aeroportos importantes atendem Arica, Iquique, Antofagasta, Concepción, Puerto Montt e Punta Arenas. Para a ilha de Páscoa, o voo chega ao aeroporto de Mataveri, considerado o mais remoto do mundo.
Como o país é longo, raramente compensa cruzá-lo de carro em uma viagem curta. Quem quer conhecer o Atacama e a Patagônia na mesma viagem deve tratar os voos internos como parte do roteiro, e não como detalhe.
O que fazer no Chile
- San Pedro de Atacama — no norte, é muito procurada por estrangeiros por causa dos lagos do altiplano, do Vale da Lua e da arquitetura inca.
- Putre e o lago Chungará — ficam no extremo norte, ao lado dos vulcões Parinacota e Pomerape, com 6.348 e 6.282 m de altitude.
- Patagônia chilena — inclui o Parque Nacional Torres del Paine e o Parque Nacional Laguna San Rafael, com suas geleiras.
- Chiloé — arquipélago no sul, outro clássico do país.
- Valparaíso — cidade portuária de arquitetura original, e também sede do Congresso Nacional.
- Ilha de Páscoa — território chileno no Pacífico, já na Polinésia, e um dos principais destinos do país.
A Carretera Austral, rodovia do sul, é das estradas mais belas do país e combina com viagens de aventura.
Gastronomia
A cozinha chilena mistura tradição indígena e colonial espanhola, com muito marisco, carne, milho e batata. Entre os pratos típicos estão o pastel de choclo, a cazuela, a empanada e o curanto. O vinho chileno é popular, em especial os tintos de Cabernet Sauvignon, Carménère e Merlot, e o pisco é a bebida tradicional. O Mercado Central de Santiago já foi apontado pela National Geographic como um dos melhores do mundo.
Dicas práticas antes de ir
- Pesquise voos com datas flexíveis e compare mais de uma companhia.
- Confira as taxas de bagagem e as regras de entrada antes de fechar a passagem.
- Escolha a região antes de escolher o voo: Atacama, Santiago e Patagônia ficam a longas distâncias umas das outras.
- Leve agasalho mesmo no verão se for ao altiplano ou ao sul.
O Visite o Mundo recomenda?
Recomenda, principalmente para quem gosta de natureza grande e de paisagem que muda a cada trecho. O Chile pede planejamento por causa das distâncias: escolha duas regiões e faça bem, em vez de tentar o país inteiro em uma semana.






