Rarotonga é a maior e mais populosa das Ilhas Cook, no sul do oceano Pacífico, a nordeste da Nova Zelândia. A ilha é vulcânica, tem formato de rim, 67 km² de área e 32 km de circunferência, e concentra cerca de 72% da população do país, pouco mais de 10 mil pessoas em 2021. Avarua, a capital, fica na costa norte. É um destino de praia e de trilha curta, sem grandes cidades para visitar, e o interesse está na lagoa, nas montanhas cobertas de mata e no ritmo devagar.
A melhor época para visitar Rarotonga
O clima das Ilhas Cook é de moderado a tropical. A ilha fica no hemisfério sul, então o verão vai de dezembro a março, e o inverno cai entre junho e setembro. Como o arquipélago está na rota de ciclones tropicais em parte do ano, acompanhe a previsão antes de fechar as datas.
Como chegar a Rarotonga
O Aeroporto Internacional de Rarotonga (RAR) é o único aeroporto internacional das Ilhas Cook. Fica em Avarua, a cerca de 3 km a oeste do centro da capital, na costa norte. Os voos internacionais diretos vêm da Austrália, da Polinésia Francesa, da Nova Zelândia e dos Estados Unidos (Havaí). Do Brasil, portanto, a viagem exige conexões. A pista foi construída em 1944 e abriu para jatos em 1974. Navios de cruzeiro de até 120 metros atracam no porto de Avatiu, e os maiores ficam ao largo.
O que fazer em Rarotonga
Quase toda a ilha é cercada por praias de areia branca e por uma lagoa rasa, protegida por um recife. A lagoa é mais larga no sudeste, na área de Muri, onde há quatro pequenas ilhotas de coral: Motutapu, Oneroa, Koromiri e Taakoka. Snorkel, mergulho, kitesurf, passeio de bicicleta e pesca em alto-mar são as atividades mais comuns.
Quem gosta de trilha deve fazer a travessia da ilha, que liga o vale de Avatiu ao lado sul e passa por Te Rua Manga, a rocha em forma de agulha que se vê do avião. O ponto mais alto da ilha é o Te Manga, com 658 metros. Também há caminhadas até o Raemaru, o morro de topo plano, e até a cachoeira Wigmore (Papua), além do antigo templo cerimonial Arai te Tonga.
Na Civitatis, a ilha tem um tour por Rarotonga, de 2h30, e um jantar tradicional, de 4h30. Os dois são opções para quem chega sem roteiro e quer entender a cultura local antes de alugar carro ou scooter. No domingo, muitas igrejas abrem para o culto, com cantos a capela.
Como se deslocar pela ilha
A estrada principal, a Ara Tapu, contorna a ilha pela costa. Três quartos dela são acompanhados por uma estrada mais antiga, a Ara Metua, com cerca de 29 km, construída no século XI e pavimentada em boa parte com grandes lajes de pedra. Não existe estrada que atravesse o interior, por causa do relevo. O transporte coletivo tem só duas linhas de ônibus, uma no sentido horário e outra no anti-horário. A do sentido horário passa a cada hora, das 7h às 22h. A do sentido anti-horário sai de Avarua na meia hora, das 8h30 às 16h30. Aos domingos há muito menos horários, e a linha anti-horária não roda. Os ônibus recolhem e deixam passageiros em qualquer ponto do trajeto.
Onde se hospedar
A ilha tem muitos resorts, hotéis e motéis, espalhados pela faixa costeira. Escolha o lado conforme a prioridade: a região de Muri, no sudeste, tem a lagoa mais larga e as ilhotas, e a costa norte fica mais perto do aeroporto e de Avarua. Reserve com antecedência nas semanas de alta procura, porque a oferta é limitada.
Dicas práticas antes de ir
A área de conservação de Takitumu, no sudeste, protege aves nativas, como o kakerori, e vale a visita de quem gosta de observação. Leve calçado para trilha, repelente e protetor solar forte. Como a ilha tem só 32 km de circunferência, dá para dar a volta completa em um dia, mas o melhor é ficar vários dias e não tentar encaixar tudo.
O Visite o Mundo recomenda?
Recomenda para quem quer descanso de verdade e aceita o custo e a distância de chegar ali. A viagem é longa e cara a partir do Brasil, e quem busca vida noturna ou muitas atrações vai se entediar em três dias. Para uma semana de lagoa, trilha e sossego, funciona muito bem.



