Antes de ir: documentos, seguro e chip para a Itália
Piacenza, em português Placência, é uma cidade de cerca de 100 mil habitantes no extremo oeste da Emília-Romanha, no norte da Itália, capital da província de mesmo nome. Faz divisa com a Lombardia e vive muito ligada a Milão. Leonardo da Vinci a chamou de "terra de passagem", e a definição pega: a cidade fica no cruzamento da A1, entre Bolonha e Milão, com a A21, entre Bréscia e Turim, na confluência do Trebbia com o rio Pó. Foi fundada pelos romanos em 218 a.C. com o nome de Placentia.
A melhor época para visitar Piacenza
O clima é subtropical úmido, sem estação seca, com verões quentes e abafados. Isso joga a favor da primavera e do outono, quando dá para caminhar entre os palácios e as igrejas sem o calor do verão. O inverno é úmido, bom para museus e para a mesa.
Como chegar a Piacenza
A posição de encruzilhada é a melhor pista de acesso: a cidade fica na rota rodoviária entre Milão e Bolonha, na A1, e também no eixo entre Bréscia e Turim, na A21. Com carro, dá para combinar Piacenza com Cremona, Parma ou os vinhedos das colinas ao redor.
O que fazer em Piacenza
O centro gira em torno da Piazza dei Cavalli, a praça principal, batizada pelos dois monumentos equestres de bronze de Francesco Mochi, que retratam os duques Farnese Alessandro e Ranuccio I. Ao lado fica o Palazzo Comunale, conhecido como il Gotico, de 1281, com arcadas de mármore rosa. A igreja de San Francesco, do século XII, dá para a mesma praça.
- Palazzo Farnese: começou a ser construído em 1568. Abriga os Museus Cívicos, com a pinacoteca e o museu arqueológico, onde está o Fígado de Piacenza, um modelo etrusco em bronze de fígado de ovelha usado em adivinhação.
- Catedral: românica, construída entre 1122 e 1233, com fachada de mármore rosa de Verona e afrescos de Guercino na cúpula.
- Basílica de Sant'Antonino e Santa Maria di Campagna: uma é românica, com torre sineira octogonal, e a outra é renascentista e fica na praça onde o papa Urbano II convocou a Primeira Cruzada, em 1095.
Para quem curte arte, a Galleria Ricci Oddi reúne pintura italiana moderna, e o Collegio Alberoni mostra tapeçarias e quadros de Antonello da Messina e Guido Reni.
Onde se hospedar
O centro histórico, em torno da Piazza dei Cavalli, é o melhor lugar para dormir a pé de tudo: palácios, museus e a mesa ficam a poucos minutos.
Gastronomia
Piacenza é terra de embutidos: pancetta, coppa e salame, que combinam com bortellina e chisulén, massas de farinha fritas. Entre os pratos, pisarei e fasö, massa artesanal com feijão borlotti, e os turtéi, massa recheada de espinafre com ricota ou abóbora. As colinas ao redor produzem os vinhos Colli Piacentini, como o tinto Gutturnio e o branco seco Ortrugo.
Dicas práticas antes de ir
- Reserve meio dia para a Piazza dei Cavalli e o Palazzo Farnese, o conjunto mais compacto.
- Se pretende provar embutidos, peça uma tábua mista para não se perder entre os nomes.
- A cidade combina bem com uma parada entre Milão e Bolonha.
O Visite o Mundo recomenda?
Recomenda como parada de um dia ou de uma noite entre duas cidades maiores. Piacenza não tem a fama de Parma nem de Bolonha, mas tem praça, palácio e mesa bons o bastante para segurar uma tarde. Quem quer passear sem multidão, vale.



















