Antes de ir: documentos, seguro e chip para a Grécia
Rodes é a maior ilha do Dodecaneso, no mar Egeu, com cerca de 1.400 km² e 78 km de comprimento. Fica a 15 km da costa da Turquia e a 490 km de Atenas. A capital leva o mesmo nome e concentra mais ou menos metade dos moradores da ilha. É ali que está a Cidade Medieval, Patrimônio Mundial da Unesco desde 1988, com as muralhas e o Palácio do Grão-Mestre dos Cavaleiros. O resto da ilha é sol, praia e vilarejos de pedra, em proporções que dependem do lado que você escolher.
A melhor época para visitar Rodes
Rodes passa das 3.000 horas de sol por ano e quase não chove de meados de maio a meados de setembro. Em julho e agosto o calor é forte: na costa leste os termômetros costumam marcar de 35 a 40 °C, enquanto na costa oeste a brisa segura a máxima entre 28 e 32 °C. O mar chega a uns 27 °C em agosto e dá para nadar até novembro. Janeiro e fevereiro são os meses mais frescos, com 12 a 18 °C de dia, e às vezes neva no monte Attavyros, de 1.215 m. Para quem quer praia sem sofrer com a canícula, eu iria de fim de maio a junho, ou em setembro.
Como chegar a Rodes
O aeroporto de Diagoras, a sudoeste da capital, é o quarto da Grécia em movimento de passageiros e a principal porta de entrada. Recebe voos de outras cidades gregas e, em temporada, charters de capitais europeias. O porto de Mandraki, no centro da cidade de Rodes, é de onde saem muitos barcos de passeio para Symi e para a costa leste até Lindos. Na ilha, a empresa municipal Roda faz os ônibus da capital e da costa oeste. Para ir a Lindos e ao sul, a estrada nacional 95 é o eixo, e o carro alugado ajuda.
O que fazer em Rodes
Comece pela cidade velha. O palácio dos Grão-Mestres, reconstruído pelos italianos, abriga mosaicos e uma cópia do grupo de Laocoonte. A cidade foi dos Cavaleiros de São João a partir de 1309, dos otomanos depois de 1522 e dos italianos a partir de 1912, e por isso o gótico convive com a arquitetura otomana. É a parte de Rodes que mais me agrada, e dá para cobrir em meio dia.
Fora dos muros:
- Lindos e sua acrópole, a mais visitada da Grécia depois da de Atenas. Vale entrar também na igreja de Santa Maria, com afrescos, e ver as casas de capitães.
- Filerimos e as ruínas de Ialisos, perto de Trianda, e o vale das Borboletas (Petaloudes), na parte noroeste. O vale serve de abrigo à mariposa Euplagia quadripunctaria, e a população caiu com o excesso de visitantes.
- Kameiros, cidade antiga na costa oeste, e Monolithos, castelo dos Cavaleiros sobre um penhasco de até 240 m.
- Termas de Kallithea, reabertas em 2007, e Prasonisi, península ligada ao extremo sul por uma faixa de areia.
Na Civitatis há excursão a Lindos e Seven Springs, passeio a Symi e ao mosteiro de Panormitis, o ingresso do Palácio do Grão-Mestre e a excursão a Filerimos e ao vale das Borboletas. Para quem gosta de mar, também aparecem passeios de catamarã, de barco com fundo de vidro e mergulho em Kallithea.
Onde se hospedar
A cidade de Rodes, no extremo norte, dá acesso a pé à cidade velha e ao porto. A costa oeste até Ialisos é uma sequência de hotéis, bares e baladas. O polo turístico principal fica na costa leste, onde o vento e o mar são mais calmos, e Faliraki é o mais conhecido, mas quem busca cultura e história encontra pouco ali. Lindos é a escolha de quem prefere vila mais tranquila.
Dicas práticas antes de ir
- Em julho e agosto, evite as excursões longas nas horas de maior calor.
- Para Lindos e o sul, reserve um dia inteiro.
- Ônibus e barcos saem da capital, que funciona bem como base.
- Leve água e chapéu para a cidade velha: as ruas de pedra têm pouca sombra no verão.
O Visite o Mundo recomenda?
Recomenda. Rodes entrega praia, história e passeios de dia inteiro numa ilha só, e serve bem a quem quer dividir a semana entre mar e ruínas. Só escolha o lado da ilha e o mês com cuidado.























