Antes de ir: documentos, seguro e chip para a Espanha
Santiponce fica na província de Sevilha, na Andaluzia, a 11 km do centro da capital, na comarca metropolitana de Sevilha. O terreno é praticamente plano, entre o final do rio Rivera de Huelva e o Guadalquivir, e o centro urbano está a 15 metros acima do nível do mar. A cidade tem pouco mais de 8,6 mil habitantes e dois motivos fortes para a visita: as ruínas da cidade romana de Itálica e o mosteiro de San Isidoro del Campo.
Itálica nasceu depois que o general romano Cipião Africano derrotou os cartagineses na batalha de Ilipa e deixou ali um destacamento de legionários. Foi a primeira cidade romana fundada fora do território italiano. Dela saíram os imperadores Trajano e Adriano e, provavelmente, Teodósio I.
Melhor época para ir
O calendário local dá boas razões para escolher a data. A feira da cidade acontece em outubro, entre os dias 8 e 15, desde que uma ordem real de 1691 a autorizou, e a procissão da Virgem do Rosário fecha as festas padroeiras na semana seguinte. No primeiro sábado da Quaresma sai a Via Crucis do Aljarafe, a única celebração de interesse turístico nacional do município. Desde a década de 1990 o antigo teatro romano recebe apresentações teatrais, e o Festival Internacional de Dança Itálica já usou o teatro romano e o mosteiro como palcos.
Como chegar
De carro, o município é cortado pela autoestrada A-66, a Ruta de la Plata, e pela estrada nacional N-630. A A-8078 liga a cidade a Camas, e a SE-3407, a Valencina de la Concepción. A antiga ferrovia das Minas de Cala, que teve estação ali e funcionou de 1905 a 1955, foi desativada e não deixou instalações.
O que visitar em Santiponce
- Ruínas de Itálica: a cidade, de cerca de 50 hectares, ganhou estatuto de colônia no governo de Adriano, entre 117 e 138 d.C. As ruínas foram declaradas Monumento Nacional em 1912. A parte mais antiga, a vetus urbs, está em boa parte sob a Santiponce de hoje.
- Anfiteatro: tinha capacidade para 25 mil pessoas, mais do que o triplo da população da cidade, que chegou a uns 8 mil habitantes. Por isso se acredita que gente de outras localidades e guarnições romanas também ia aos espetáculos. Das três ordens de arquibancada, restam parcialmente as duas de baixo.
- Teatro romano: foi construído no início da época imperial, na parte oriental da cidade. Entre os outros pontos do sítio estão as muralhas, a Casa de Netuno, a Casa do Patio Rodio, a Casa de Hilas, a Casa dos Pássaros, o Trianeum, templo dedicado a Trajano, e as Termas Maiores.
- Mosteiro de San Isidoro del Campo: foi o primeiro monumento da província de Sevilha a receber o título de conjunto histórico-artístico, em 10 de abril de 1872. Foi construído em 1301 por Alonso Pérez de Guzmán, o Guzmán el Bueno. Guarda obras de Juan Martínez Montañés, entre elas um retábulo, um Cristo de Pedro Roldán e pinturas murais do século XV no claustro dos Evangelistas. Abrigou por um tempo os restos de Hernán Cortés. Os monges cistercienses o ocuparam até 1431 e os jerônimos, até 1978.
- Museu Municipal Fernando Marmolejo: fica junto ao teatro romano e expõe peças arqueológicas e artísticas ligadas à história da cidade.
Para organizar a visita, há a visita guiada por Itálica, de 1h30, e a visita guiada ao mosteiro de San Isidoro del Campo, também de 1h30. Quem gosta de correr tem o Cross Internacional de Itálica, que desde 1982 passa pelas ruínas.
Onde se hospedar
Santiponce é pequena e concentra o teatro romano, o museu e o mosteiro. Sevilha, a 11 km, é a outra opção de base para quem quer visitar Itálica.















