Antes de ir: documentos, seguro e chip para a Espanha
Puertollano, a "cidade mineira" de Castela-La Mancha, fica no extremo sul da província de Ciudad Real, a 49 km ao sul da capital provincial. Tem cerca de 45 mil habitantes, fica a 711 metros de altitude, na borda da Sierra Morena, e se espreme entre dois morros, o de San Sebastián (882 m) e o de Santa Ana (913 m). O carvão só foi descoberto aqui em 1873, mas a mineração moldou o lugar a ponto de render à cidade também o apelido de "farol industrial de La Mancha". Boa parte do que há para ver conta essa história.
Melhor época para ir
O clima é mediterrâneo continental, com invernos frios e secos e verões muito quentes. A chuva, de 300 a 600 mm por ano, se concentra no outono e na primavera. Fugir do pico do verão e do frio do inverno ajuda, e o calendário reforça isso: a Feria de Mayo ocupa a primeira semana de maio, e em 8 de setembro vem a festa da padroeira, a Virgen de Gracia. Em julho acontece o Festival de Jazz y Blues, e na última semana de setembro, um concurso com mais de 150 cavalos de raça espanhola.
Como chegar
A estação ferroviária da linha de alta velocidade Madri-Sevilla fica na cidade. Há trens AVE para Madri, Sevilla, Granada, Málaga, Valência e Barcelona, além dos trens Avant que ligam Puertollano a Madri com parada em Ciudad Real. A rodoviária tem ônibus diretos para Madri, Barcelona e Valência. De carro, a autovia A-41 liga a cidade a Ciudad Real, e a N-420 faz o trajeto entre Córdoba e Ciudad Real.
O que fazer em Puertollano
A visita começa pela mineração. O Museo de la Minería inclui o castillete do Pozo Norte e uma mina cenográfica que reproduz o trabalho tradicional com o carvão. Outro castillete, o do Pozo Santa María, tem 39 metros, e o Monumento al Minero, no cerro de Santa Ana, é uma escultura de bronze de 9 metros e 14 toneladas, inaugurada em 1983. Quem quiser ver tudo com explicação pode fazer a visita guiada por Puertollano com o museu da mineração ou o tour da mineração, ambos com cerca de 2h30.
- Parque del Terri. Nasceu de uma montanha artificial de cinzas e escórias de carvão, com 80 metros, levantada a partir dos anos 1920.
- Chimenea Cuadrá. É a torre telegráfica de Mathé, da linha Madri-Cádiz (1847-1857), no alto de Santa Ana.
- Paseo de San Gregorio. Um jardim botânico do século XIX, com 22 mil m², onde ficam a Fuente Agria, o Reloj de Flores, a Concha de la Música e a antiga Casa de Baños, de 1850, que foi balneário de água medicinal.
- Fuente Agria. Documentada desde 1575, é o monumento mais representativo da cidade. O nome vem do sabor azedo da água que brota ali.
Entre as igrejas, a de la Asunción, do século XVI, foi declarada bem de interesse cultural em 1992 e tem duas portadas em forma de arco do triunfo romano, um relógio de sol de 1604 e marcas de estilhaços da primeira guerra carlista na torre. A ermida de Nuestra Señora de la Soledad, dos séculos XIV ou XV, é o edifício religioso mais antigo que se conserva inteiro, e a igreja da Virgen de Gracia foi erguida em 1489 em agradecimento por a cidade ter sobrevivido à peste de 1348.
O Santo Voto, celebrado na quinta-feira seguinte à oitava da Ascensão, repete uma tradição de mais de 650 anos, com uma refeição popular de carne de vaca para agradecer o fim da peste. E no domingo seguinte à Páscoa, quase toda a cidade sai para o campo comer o hornazo, uma torta doce enfeitada com ovos.
Onde se hospedar
A estação de trem e a rodoviária ficam na própria cidade, e isso ajuda quem chega de Madri ou de outra capital sem carro. Como os pontos de interesse ficam concentrados no centro, perto do paseo de San Gregorio, e a visita à mineração cabe numa manhã, uma noite basta para quem vem de passagem.















