Antes de ir: documentos, seguro e chip para a Espanha
Palamós fica no meio da Costa Brava, na comarca do Baix Empordà, província de Girona, na Catalunha. Está no extremo norte de uma grande baía e tem quase 19 mil moradores. O município passou a se chamar oficialmente Palamós i Sant Joan. A cidade existe por causa do porto: o rei Pedro III de Aragão fundou a vila em 1279 para ter um novo porto real na região, e até hoje ele sustenta uma das últimas frotas de pesca dessa parte do Mediterrâneo. O turismo, que decolou nos anos 1960, é hoje a atividade que mais gera renda.
Melhor época para visitar Palamós
O verão é a temporada de praia e a mais cheia. Quem prefere ver a cidade em festa pode mirar outras datas:
- de 23 a 26 de junho, a festa maior;
- em meados de julho, a procissão marinheira em honra da Virgem do Carmo, padroeira da gente do mar, que passa pela costa de barco e dá para ver da praia;
- em dezembro, a Christmas Race, regata de vela leve na baía;
- no primeiro sábado depois da Quinta-feira Gorda, o carnaval, um dos pioneiros da Costa Brava.
Como chegar a Palamós
A rodovia C-31 passa pela cidade e liga as vilas vizinhas da costa a Girona, a capital da província. Palafrugell fica a 8,5 km ao norte e Castell-Platja d'Aro, a 7 km ao sul. Não há trem: a ferrovia que ligava Palamós a Girona deixou de operar em 1956, e as estações mais próximas hoje são Flaçà, Caldes de Malavella e a própria Girona. Ônibus regulares da empresa Moventis seguem para o Baix Empordà, Girona e Barcelona, e há táxis.
O que fazer em Palamós
O porto velho, cercado de bares e restaurantes, concentra a vida noturna. A baía entre Palamós e Sant Antoni de Calonge é boa para vela, natação e windsurf. Entre os pontos de visita estão o Museu da Pesca e a igreja de Santa Maria do Mar. Há ainda S'Alguer, um núcleo de barracas de pescadores que escapou do urbanismo do século XX e hoje tem apenas 15 moradores fixos.
Para ver o que veio antes da cidade:
- o dólmen de Montagut, no alto de um morro, de cerca de 2500 a 1500 a.C., com três lajes ainda em seu estado original;
- o povoado ibérico de Castell, de pedra, dos indigetes, habitado do século VI a.C. ao século I, num promontório rochoso na ponta norte da praia de Castell;
- as ilhas Formigues, em frente à costa, onde em 1285 a frota catalã derrotou a francesa.
Dois bunkers da Guerra Civil ainda existem na baía, um sob Sant Joan e outro na ponta de Garbí, na praia de Torre Valentina. Para quem mergulha, o naufrágio do Boreas, antigo rebocador quebra-gelo da marinha alemã afundado com autorização em 25 de janeiro de 1989, atrai mergulhadores até hoje.
A caminhada é outra boa pedida, porque Palamós é parada do GR 92, a trilha que acompanha o litoral mediterrâneo da Espanha. Ao norte, o trecho de 23 km segue pelas falésias até a praia de La Fosca e continua por Calella de Palafrugell, Llafranc e Tamariu até Begur. Ao sul, 16,8 km pelo passeio à beira-mar levam até Sant Antoni de Calonge, Platja d'Aro e S'Agaró, no caminho de Sant Feliu de Guíxols.
Na mesa, a estrela é a gamba de Palamós, um camarão vermelho que a frota de arrasto descarrega todo dia na lota da cidade.
Onde se hospedar
O núcleo de Palamós reúne o bairro antigo e o porto. Quem prefere ficar junto ao mar, longe do porto, pode olhar para La Fosca, na parte de Sant Joan.
















