Antes de ir: documentos, seguro e chip para a Espanha
Olvera fica no nordeste da serra de Cádiz, na Andaluzia, a 643 metros de altitude e quase na divisa com as províncias de Sevilha e Málaga. É a porta de entrada da Rota dos Povoados Brancos e uma cidade de uns 8 mil habitantes cercada de oliveiras até onde a vista alcança. Vale ir pelo castelo mouro no alto da pedra, pelas ruelas do bairro mais antigo e pela Vía Verde, eleita a melhor da Europa em 2005 e 2009.
A melhor época para visitar Olvera
O clima é mediterrâneo de interior: verões curtos e quentes, que passam dos 40 °C, e invernos longos e frios. A chuva se concentra fora do verão, com média em torno de 600 mm por ano. Por isso a primavera e o outono são os meses mais confortáveis para subir ladeiras e caminhar pela Vía Verde. Em julho e agosto, subir até o castelo ao meio-dia é castigo.
Se a ideia é pegar festa, a Semana Santa e o Lunes de Quasimodo, a romaria mais antiga da província de Cádiz, têm reconhecimento de interesse turístico.
Como chegar a Olvera
O acesso é por estrada: a A-384 liga Arcos de la Frontera a Antequera e passa pela cidade, e a A-363 vem de Morón de la Frontera. Há ônibus interurbanos para Sevilha, Málaga e Cádiz, que fica a 130 km. O mais prático, para quem quer emendar outros povoados brancos, é alugar um carro.
O que fazer em Olvera
Comece pelo castelo árabe, do fim do século XII, que faz parte do sistema defensivo do antigo Reino de Granada e está sobre a rocha mais alta da cidade. Logo abaixo fica a igreja paroquial de Nossa Senhora da Encarnação, neoclássica e de fachada com duas torres gêmeas. Depois, perca-se no bairro de La Villa, um labirinto de ruas estreitas em volta das antigas muralhas. O museu "A fronteira e os castelos", instalado num antigo celeiro da época dos duques de Osuna, conta a vida na fronteira entre cristãos e mouros.
Fora da cidade, a Vía Verde de la Sierra tem 36,5 km entre Puerto Serrano e Olvera, em antigo leito de trem, com cerca de 30 túneis e 4 viadutos. A reserva do Peñón de Zaframagón, a 14 km do núcleo urbano, tem a maior colônia de abutres-fulvos da Andaluzia.
Nas atividades da Civitatis para a região aparecem a Excursão a Ronda e Setenil de las Bodegas e o Free tour pelos mirantes de Setenil. Quem não quer dirigir pelas estradas de serra encontra ali a saída mais simples.
Onde se hospedar
O centro histórico, na encosta do castelo, deixa tudo a pé, mas as ruas chegam a mais de 25% de inclinação. Quem prefere acesso fácil de carro pode ficar na parte mais nova, a leste, onde as avenidas são mais planas.
Gastronomia
O azeite é o produto da casa, da denominação de origem Sierra de Cádiz. Prove as sopas "pégas", de aspargos silvestres, pão, alho e azeite, além das chacinas locais. No Lunes de Quasimodo há a torta típica, doce que se faz desde 1715 e hoje se acha o ano inteiro.
Dicas práticas antes de ir
- Use tênis com boa aderência: há ruas com mais de 25% de inclinação.
- Na Vía Verde, leve água: são 36,5 km em percurso aberto.
- No verão, deixe o castelo para a manhã ou o fim da tarde.
- Confira horários de ônibus com antecedência. Olvera é pequena e os serviços são poucos.
O Visite o Mundo recomenda?
Recomenda como parada de um dia ou de uma noite numa viagem pela Andaluzia, junto com Ronda, Setenil e Zahara. Ela não tem a fama de Sevilha nem o movimento de Granada, e isso faz parte do valor: é uma cidade de interior, com castelo, azeite e estrada quieta. Quem quer monumentos em série vai achar pouco.























