Antes de ir: documentos, seguro e chip para a Espanha
Monzón é a segunda cidade mais populosa da província de Huesca, em Aragão, com cerca de 18 mil habitantes espalhados por 155 km². Fica onde o rio Sosa encontra o Cinca, é a capital da comarca do Cinca Médio e tem como marca um castelo de arenito que domina a cidade de cima de um morro. Foi sede das Cortes de Aragão em vários séculos, e a história aparece em cada igreja e cada ponte do centro.
Melhor época para ir
O calendário de festas pesa mais do que a estação. Na segunda-feira de Páscoa, milhares de romeiros sobem ao morro da ermida da Virgen de la Alegría, a uns 2 km do centro, num dia que junta devoção e farra. As festas maiores acontecem na semana do dia 21 de setembro, dia de San Mateo. E em 4 de dezembro, dia de Santa Bárbara, acontece o Bautizo del Alcalde: das sacadas da prefeitura, na plaza Mayor, vereadores e convidados jogam castanhas e doces para a multidão lá embaixo.
Como chegar
Monzón fica a cerca de uma hora e meia de Zaragoza. Estradas ligam a cidade a Zaragoza e a Lérida, e a estação Monzón-Río Cinca recebe trens regionais, numa linha que também chega a Barcelona.
O que fazer em Monzón
Comece pelo castelo, de origem árabe (século X), erguido sobre uma colina de arenito. Passou para os templários em 1143, e foi sob a custódia deles que o jovem Jaime I de Aragão viveu em Monzón. Dentro dos muros ficam a capela de San Nicolás, a torre de homenagem, a sala capitular, o pavilhão das Dependências e a torre de Jaime I. É Monumento Histórico-Artístico Nacional desde 1949.
Lá embaixo, o centro histórico se percorre a pé e reúne:
- a catedral de Santa María del Romeral, românica, do fim do século XII, com uma torre de tijolo de estilo mudéjar acrescentada no século XVII. As Cortes de Aragão se reuniram ali várias vezes;
- a igreja gótica de San Juan, na praça de mesmo nome;
- a Puente Vieja, ponte medieval de três arcos sobre o Sosa, reconstruída no século XVIII;
- a casa consistorial, renascentista, na plaza Mayor, e a portada da Casa de los Luzán, do século XVI;
- a chaminé de 80 metros da antiga fábrica de açúcar, no parque da Azucarera, que lembra o passado industrial da cidade.
Um desvio curioso é o Belén Monumental, um presépio que começou em 1960 numa casa particular e hoje tem sede fixa e mais de 750 m². Para ter alguém contando a história do centro, existe a visita guiada por Monzón, com cerca de 3 horas de duração.
Onde se hospedar
O casco antigo, aos pés do castelo, é o melhor ponto de partida para quem quer deixar o carro parado e fazer tudo a pé. Do outro lado dos trilhos fica o bairro do Palomar, mais residencial, que cresceu no século XX com os trabalhadores das fábricas.














