Antes de ir: documentos, seguro e chip para a Espanha
Mérida é a capital da Estremadura, na província de Badajoz, no interior da Espanha, a 217 metros de altitude, às margens do Guadiana. Tem cerca de 59 mil habitantes e uma das maiores coleções de ruínas romanas da Península Ibérica: o conjunto arqueológico da cidade é Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1993. Foi fundada em 25 a.C. pelo imperador Augusto como colônia para soldados veteranos, os emeritos, daí o nome Augusta Emerita. O que se vem ver aqui é pedra romana.
A melhor época para visitar Mérida
O clima é mediterrâneo, com invernos suaves e verões quentes, com máximas acima de 40 °C. Chove pouco, cerca de 532 mm por ano, com novembro e dezembro como meses mais chuvosos e julho e agosto quase secos. Para circular entre teatro, anfiteatro e circo a céu aberto, a primavera e o outono são mais confortáveis. Se quiser ver as ruínas em uso, vá em julho ou agosto, quando o teatro romano recebe o Festival Internacional de Teatro Clássico, que existe desde 1933. A Semana Santa, de interesse turístico internacional, é outra data forte, e a Feira de Setembro é a festa mais importante da cidade.
Como chegar a Mérida
A estação de trem fica no limite do centro histórico e recebe as linhas que ligam Madri a Badajoz, via Cáceres, além da que vem de Sevilha. Por estrada, Mérida é o principal nó rodoviário da Estremadura: a A-5 liga a cidade a Madri, a 340 km, e a A-66 segue de norte a sul, acompanhando o traçado da antiga Via da Prata. Badajoz está a pouco menos de 70 km a oeste, Cáceres a 73 km ao norte, e a fronteira com Portugal, em Caia, a 72 km.
O que fazer em Mérida
O teatro romano, do início do Império, com capacidade para 6.000 espectadores, é a peça central. O anfiteatro, inaugurado em 8 a.C., abrigava lutas de gladiadores e tinha lugar para 14.000 pessoas. O circo, com 440 metros de comprimento, é o maior edifício de espetáculos romano da cidade e um dos mais importantes do Império, depois do Circo Máximo de Roma, e cabia nele praticamente toda a população da época.
A ponte romana sobre o Guadiana, do fim do século I a.C., tem 792 metros e é apontada como a mais longa da Antiguidade. O templo de Diana, no antigo fórum, é o único edifício religioso romano em bom estado; apesar do nome, era dedicado ao culto imperial. O Arco de Trajano, com 15 metros, também não tem relação com o imperador. As barragens de Proserpina e Cornalvo e os aquedutos dos Milagres e de São Lázaro mostram como a cidade era abastecida.
O Museu Nacional de Arte Romana, projeto de Rafael Moneo inaugurado em 1986, é o mais visitado da cidade. Entre as atividades que se reservam antes estão o free tour pela Mérida romana (1h30), a visita guiada pelo anfiteatro e teatro romano (2h) e o tour completo por Mérida com ingressos (3h30).
Onde se hospedar
No centro histórico ficam as ruínas principais, e a estação de trem fica no limite dele. É a melhor base para quem vem sem carro.
Gastronomia
A cozinha da Estremadura usa presunto ibérico, queijo, azeite e carnes. Prove o zorongollo, salada de tomate, pimento assado e ovo cozido, e o cojondongo, espécie de sopa fria de pão, tomate e pimentos. As migas estremenhas são um prato frito de pão com toucinho e pimentão de La Vera, e há ovos mexidos com espargos silvestres.
Dicas práticas antes de ir
- No verão, programe as ruínas para o começo da manhã: o calor passa dos 40 °C.
- Em julho e agosto, reserve ingressos para o festival de teatro com antecedência.
- O tour completo já inclui os ingressos dos monumentos.
- Mérida cabe num dia puxado, mas rende mais com uma noite.
O Visite o Mundo recomenda?
Recomenda, e sem ressalvas para quem gosta de ruínas. Poucas cidades da Espanha deixam ver tão de perto o dia a dia de uma capital romana, com teatro, anfiteatro e circo no mesmo trecho. Se o seu roteiro passa por Madri e Lisboa, Mérida é uma parada óbvia pelo caminho.























