Antes de ir: documentos, seguro e chip para a Espanha
Irún é a segunda cidade mais populosa da província de Guipúzcoa, no País Basco, atrás apenas de San Sebastián, com cerca de 64 mil habitantes. Fica colada na fronteira com a França, separada de Hendaia pelo rio Bidasoa, e forma com Hendaia e Fuenterrabía a baía de Txingudi, no estuário do rio. A cidade sempre viveu da posição entre os dois países: é um nó de estradas, trens e logística, tanto que já foi chamada de "cidade do transporte". Para o viajante, isso quer dizer uma coisa prática: Irún é ótima base para cruzar a fronteira e bem mais modesta como destino em si.
A melhor época para visitar Irún
A data que pesa é o fim de junho. As festas de San Pedro e San Marcial, as Sanmarciales, acontecem nessa época, e o ponto alto é o Alarde de San Marcial, em 30 de junho, reconhecido como festa de interesse turístico nacional. É um desfile cívico-militar em que boa parte da população marcha de boina vermelha, jaqueta preta e calça branca. Se você quer ver a cidade em movimento, é o melhor momento. Se prefere ruas tranquilas, escolha qualquer outro mês.
Como chegar a Irún
A estação de trem fica no bairro de San Miguel, com linhas de longa distância como Madri-Hendaia, Irún-Barcelona e Irún-Lisboa, além de trens de média distância até Vitória. A linha C-1 de Cercanías liga a cidade a San Sebastián e a várias localidades de Guipúzcoa, e o Euskotren Topo para em quatro estações locais. A rodoviária fica junto à estação. O Aeroporto de San Sebastián, em Fuenterrabía, atende a cidade e tem voos fixos para Madri e Barcelona.
O que fazer em Irún
O passeio começa na praça de San Juan, onde ficam a Câmara Municipal, de 1763, em estilo barroco, e a Coluna de San Juan Harri, de 1564, na praça de San Juan. A Igreja de Nossa Senhora do Juncal, construída entre 1508 e 1606, mistura gótico e renascimento. Nos arredores, a ermida de San Marcial, no monte de mesmo nome, tem um mirante com vista para a baía de Txingudi, Fuenterrabía, o cabo Higuer e o mar Cantábrico.
A história romana aparece no Museu Romano Oiasso, aberto em 2006, e na ermida de Santa Elena, do século XIV, que guarda restos de um templo romano e uma necrópole. Para a natureza, o Parque Ecológico de Plaiaundi recupera marismas da baía e serve de refúgio a centenas de espécies de aves migratórias. A Ilha dos Faisões, no Bidasoa, é um condomínio hispano-francês considerado o menor do mundo.
Na água, a atividade é a descida do rio Bidasoa de caiaque, de 3 horas, que pega o mesmo rio que faz a fronteira.
Onde se hospedar
A Parte Velha e o centro, junto ao passeio Colón, a principal artéria da cidade, concentram o que há para ver a pé e ficam perto da estação. Para quem chega de trem e segue viagem cedo, o bairro de San Miguel, onde está a estação, é o mais cômodo.
Gastronomia
A cozinha de Irún é a basca, com influência francesa e navarra. A cidade tem muitos restaurantes, asadores (as churrascarias bascas) e cidrarias. No dia de São Marcos, 25 de abril, a tradição manda as madrinhas presentearem os afilhados com um bolo chamado "opilla".
Dicas práticas antes de ir
- Para as Sanmarciales, reserve hospedagem com antecedência e cheque o programa do Alarde.
- Combine Irún com um dia em Hendaia, na França, atravessando o Bidasoa.
- O bilhete de ônibus urbano avulso custa cerca de 1,55 euro; com o cartão MUGI anônimo, cai para 0,53.
- Guarde uma tarde para o mirador de San Marcial e para Plaiaundi, se o tempo ajudar.
O Visite o Mundo recomenda?
Recomenda como parada de meio dia ou base de passagem, não como destino de vários dias. Irún é o jeito mais simples de unir San Sebastián, Fuenterrabía e Hendaia num mesmo roteiro, e vale se o calendário bater com o fim de junho. Fora disso, o que tem de melhor é a posição.














