Antes de ir: documentos, seguro e chip para a Espanha
Granada fica na Andaluzia, no sul da Espanha, numa depressão fértil aos pés da Serra Nevada, onde estão as montanhas mais altas da Península Ibérica. Tem cerca de 230 mil habitantes e foi a capital do último reino muçulmano da Espanha, o reino nacérida, até a conquista pelos Reis Católicos em 1492. A Alhambra, o Generalife e o bairro do Albaicín são Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1984. Quase todo mundo vai pela Alhambra, mas a cidade rende bem mais que uma manhã de palácio.
A melhor época para visitar Granada
A cidade fica a cerca de 700 m de altitude e o clima é mediterrâneo continental: inverno frio, com geadas, e verão muito quente. As máximas passam de 35 °C no verão, e julho e agosto quase não têm chuva (menos de 5 mm). A amplitude entre dia e noite pode passar de 20 °C. Por isso, a primavera e o outono são as épocas mais cômodas para subir ladeira e ficar horas na Alhambra. Quem vem no inverno pode combinar a cidade com a Serra Nevada, a estação de esqui a pouca distância.
Como chegar a Granada
O aeroporto Federico García Lorca fica a cerca de 15 km a oeste do centro. Para quem já está na Andaluzia, Granada entra fácil em roteiros pela Andaluzia, e há excursões de um dia a Sevilha e a Córdoba. A cidade também é base para a Costa Tropical e para a região das Alpujarras.
O que fazer em Granada
A Alhambra é um conjunto de alcáçova, palácios nacéridas e Generalife. Os palácios foram erguidos principalmente nos reinados de Iúçufe I e Maomé V, e o Palácio de Carlos V, renascentista, começou a ser construído em 1533. Dentro estão o Pátio dos Arrayanes e o Palácio dos Leões. O Generalife era o refúgio de descanso dos reis, com jardins, fontes e canais. Reserve os ingressos com antecedência, porque é um dos monumentos mais visitados da Espanha.
Fora dali, a catedral, construída sobre a antiga mesquita maior, e a Capela Real, gótica, que guarda os túmulos de Isabel I de Castela e Fernando II de Aragão. O Albaicín, bairro de origem andalusina, tem miradouros como os de San Nicolás e San Cristóbal, com vista para a Alhambra. No Sacromonte, antigo bairro cigano, casas em grutas caiadas abrigam espetáculos de flamenco.
No Civitatis, vale olhar:
- a visita guiada pela Alhambra e pelos Palácios Nasridas com ingressos, que resolve a fila;
- o flamenco no Sacromonte, nas Cuevas Los Tarantos;
- o free tour pelo Albaicín e o Sacromonte.
Com mais de um dia sobrando, há excursões a Sierra Nevada de 4x4 e à Costa Tropical e à Gruta de Nerja.
Onde se hospedar
O Albaicín é charmoso, mas íngreme, e difícil com mala. A região da catedral, no centro, fica no plano e perto das principais visitas a pé. O Sacromonte é pitoresco, mas é bairro de ladeira.
Gastronomia
A cozinha de Granada tem forte herança árabe e judia, com cominho, canela, amêndoa e mel. O presunto de Trevélez, vindo da serra, é um clássico, assim como as habas con jamón (favas com presunto). As tapas fazem parte da rotina, e existem rotas de tapeo na cidade. A doçaria conventual, feita pelas freiras, se compra nos conventos.
Dicas práticas antes de ir
- Compre a Alhambra antes de viajar e confira se o ingresso inclui os Palácios Nasridas, a parte mais procurada.
- No verão, agende a visita para o início da manhã.
- Leve calçado confortável; as ruas do Albaicín são inclinadas.
- No inverno, leve agasalho: a cidade esfria de noite.
O Visite o Mundo recomenda?
Recomenda sem reservas. Granada junta um monumento de primeira linha, um bairro medieval, flamenco em gruta e tapas num lugar só, e ainda dá para chegar à neve da Serra Nevada. Ao menos dois dias inteiros, se possível três.























