Antes de ir: documentos, seguro e chip para a Espanha
Cáparra não é uma cidade de hoje, e sim uma cidade romana. As ruínas ficam entre os municípios de Guijo de Granadilla e Oliva de Plasencia, na província de Cáceres, na Extremadura, no vale do rio Ambroz, que aqui também se chama rio Cáparra. A cidade pertencia à província da Lusitânia, cuja capital era Augusta Emerita, a atual Mérida. O símbolo do sítio é um arco de quatro frentes, o único de suas características na Espanha.
Quem vai a Cáparra espera ruínas, e elas estão lá: o arco, o anfiteatro, as termas, a rua principal. As ruínas ficam entre duas fazendas, a Monte Moheda e a Casablanca, em pleno campo.
A melhor época para visitar Cáparra
É um sítio ao ar livre, então vale escolher um dia de tempo bom. As ruínas ficam em terreno ondulado, entre 380 e 408 metros de altitude, num pequeno promontório e numa encosta. Antes de ir, confirme os horários e as condições de visita junto ao órgão responsável pelo sítio.
Como chegar a Cáparra
Chega-se pela rodovia A-66 ou pela estrada N-630, tomando o desvio para Guijo de Granadilla, ou pelo cruzamento de Villar de Plasencia. O carro é o meio mais prático. A própria localização explica por quê: Cáparra estava num cruzamento de caminhos, e a Via da Prata, eixo principal da cidade, a atravessa de norte a sul.
O que fazer em Cáparra
- Arco quadrifronte (tetrapylum) — o monumento mais importante que sobreviveu, no centro da cidade antiga, onde provavelmente se cruzavam as duas ruas principais, o cardo e o decumano.
- Anfiteatro e termas públicas — as escavações desde 2001 revelaram as termas diante do fórum, além de uma área de moradias, lojas (tabernae) e um trecho da via romana.
- Decumanus maximus — a rua principal, com quase cinco metros de largura, pavimentada de lajes de granito e com sistema de coleta de água.
- Muralha — a cidade foi cercada, no fim do século III, por um muro de cerca de 1.525 metros.
Um pouco de história
O nome não é latino, e sim pré-romano, provavelmente vetão. Os romanos concederam à cidade o estatuto de município de direito latino no ano 74, e dali veio o seu desenvolvimento. No ano 198, o conselho da cidade dedicou uma inscrição a Júlia Domna, mulher do imperador Septímio Severo. Com a Alta Idade Média, o lugar foi sendo abandonado e nunca foi repovoado. Por isso, o que chegou até hoje é praticamente só o traçado romano.
Onde se hospedar
O sítio fica no campo, entre Guijo de Granadilla e Oliva de Plasencia. Para dormir, o mais prático é procurar hospedagem numa dessas duas localidades.
Dicas práticas antes de ir
- Leve água, chapéu e protetor solar: o sítio é ao ar livre.
- Calce sapato fechado, porque o terreno é irregular.
- Se gosta de história romana, reserve ao menos duas horas.
O Visite o Mundo recomenda?
Recomenda para quem tem interesse em arqueologia romana e está de passagem pela Extremadura ou pela Via da Prata. Para o viajante comum, é uma parada curta. O arco quadrifronte vale a fotografia, e é o que torna Cáparra diferente de outros sítios romanos da região.













