Antes de ir: documentos, seguro e chip para a Espanha
Calahorra é a segunda cidade de La Rioja, depois de Logroño, e a capital da comarca de Rioja Baja. Tem 25.661 habitantes (2022) e fica a 48 km de Logroño, no vale do Ebro, no ponto em que o rio recebe o Cidacos. O núcleo original ocupa uma colina de 358 metros na margem direita do Ebro. Já foi a cidade romana de Calagurris Nassica Iulia, famosa pelo cerco de Pompeu, e é sede de diocese desde os séculos IV e V. Nasceu ali o orador Quintiliano. A herança romana é forte, e a horta do vale segue definindo o lugar.
A melhor época para visitar Calahorra
O clima é continental, com invernos frios e duros, com muita neblina do Ebro, e verões muito secos e quentes. Por isso a primavera e o outono são os meses mais agradáveis para andar a pé. Em abril acontecem as Jornadas Gastronômicas da Verdura, com menus especiais nos restaurantes, e no fim de agosto, as festas de verão, de 25 a 31. As festas de inverno, de 1 a 3 de março, são mais curtas. Eu iria em abril, pela verdura da estação e pelo clima.
Como chegar a Calahorra
A cidade tem estação na linha Zaragoza-Bilbao da Renfe, que a liga a Logroño, Zaragoza e à rede principal. Por estrada, a autopista AP-68 dá acesso rápido a Logroño e a Zaragoza, e a N-232 é a alternativa convencional. Há ônibus regulares para cidades como San Sebastián, Pamplona e Soria. A antiga linha de trem de bitola estreita do vale do Cidacos virou uma via verde que chega até Arnedillo.
O que fazer em Calahorra
- Visitar a catedral de Santa María, gótico tardio do fim do século XV, com fachada norte plateresca, e o museu diocesano no claustro. O museu guarda uma bíblia do século XII e uma Torá judaica.
- Entrar no Museu da Romanização, instalado num palacete modernista de 1930 conhecido como Casa del Millonario. Tem mais de mil peças, entre elas a cabeça de Hércules e a Dama Calagurritana.
- Ver a exposição permanente de pasos de Semana Santa, no templo de San Francisco, em plena Judería, e o Monte Sacro, miniatura da vida de Cristo com 70 figuras.
- Passar pela estátua de Quintiliano, pela Matrona, símbolo da cidade, e pela Moza, o rollo jurisdicional medieval, no passeio do Mercadal.
- Entrar no Museu da Verdura, no antigo convento de San Francisco, e no centro de interpretação Casa Santa, sobre os Santos Mártires.
- Ir à feira de quinta-feira no Raso, um mercado de origem medieval onde se compra do produtor.
- Caminhar pela via verde do Cidacos, a antiga linha de trem, até Arnedillo.
Onde se hospedar
O casco antigo concentra os museus, a catedral, a Judería e o mercado, e é o melhor ponto de partida a pé. A cidade é capital da comarca, então também tem serviços e transporte para quem quiser explorar o vale do Ebro e do Cidacos. Em festa, reserve antes.
Gastronomia
A horta calagurritana dá verdura o ano todo. Na primavera comem-se favas, ervilhas, alcachofras e aspargos, e a menestra, prato de verduras com cordeiro, é típica. No inverno aparecem o cardo, a couve-flor e a borragem, e a couve-flor de Calahorra tem Indicação Geográfica Protegida. Há cordeiro, morcela doce com pinhões e vísceras, e doces como magdalenas, mantecados e o pastel calagurris, de amêndoa. O zurracapote, bebida das festas, foi criado em Calahorra pela Peña Philips.
Dicas práticas antes de ir
- As festas de verão, de 25 a 31 de agosto, têm touros, charangas e degustações das peñas. Chegue cedo para ter onde ficar.
- O mercado de quinta-feira no Raso é bom para comprar verdura direto do produtor.
- O inverno tem neblina forte. Dirija com cuidado.
- A Semana Santa calagurritana é outro momento forte do calendário.
O Visite o Mundo recomenda?
Recomenda como parada de um dia para quem já está em La Rioja e se interessa por história romana e por comida de horta. Calahorra não é tão turística quanto Logroño, e isso é parte do charme: a cidade vive para os moradores. Aqui o que conta é a verdura, a história romana e a mesa.













