Antes de ir: documentos, seguro e chip para a Espanha
Briñas é um município pequeno no noroeste da província de La Rioja, entre a serra de Toloño e a margem esquerda do rio Ebro. Tem 191 habitantes, dependia de Haro até o século XVII e ainda hoje faz parte do partido judicial de Haro. É uma aldeia pequena, sem praia nem grandes monumentos. O motivo de parar aqui é a região: a Rioja Alta, os vinhedos e os passeios pelo vale do Ebro. Quem passa de carro pela Rioja, atrás de vinho e de paisagem, encontra um vilarejo quieto, de ponte e de igreja.
A melhor época para visitar Briñas
No vale do Ebro, em Haro, a vizinha, a temperatura média anual é de 12,6 °C, com janeiro por volta de 5 °C e agosto em 20,6 °C, e chovem cerca de 500 mm por ano. O clima sofre influência do Cantábrico e das serras, e no inverno as névoas são comuns. O calendário local é curto. Em 14 e 15 de agosto acontecem as festas da Virgem da Assunção, e em 16 de setembro as de San Cornelio e San Cipriano, santos do século III. Se a ideia é combinar com vinho, o fim do verão e o outono são as épocas em que a região vitivinícola está mais movimentada, mas isso vale para a Rioja, não para o vilarejo.
Como chegar a Briñas
Briñas não tem aeroporto nem estação de trem. O caminho é por estrada, passando por Haro, a cidade maior da região, que fica a 48 km de Logroño e é atravessada pela autopista AP-68. Para quem vem de fora, Logroño é a cidade de referência, e o trecho final se faz de carro.
O que fazer em Briñas
- Ver a igreja da Asunción, traçada no fim do século XVI e construída ao longo dos séculos XVII e XVIII, de estilo barroco, entre a praça da Igreja e a praça da Constituição. Tem processo aberto para ser declarada Bem de Interesse Cultural desde 1982.
- Passar pelo humilladero, de meados do século XVII, na saída para Labastida, e pelo cruzeiro de 1569 ao lado, bem erodido.
- Olhar o rio Ebro e a ponte de Briñas, onde em 1834 houve combates entre carlistas e liberais, com um monumento às vítimas.
- Seguir até o meandro de Tondón-Dondón, onde alguns pesquisadores situam a antiga mansão romana de Deobriga e onde se suspeita de um santuário celtibero.
- Ir a Haro, vizinha, para ver as adegas e o bairro da Estação. Haro é a cidade mais importante da Rioja Alta e onde o vinho é o motor da economia.
- Olhar de longe o monte Toloño, da serra de mesmo nome, que a antiguidade considerava sagrado.
Onde se hospedar
Como Briñas é uma aldeia, a hospedagem mais prática fica em Haro, onde está a estrutura turística, os restaurantes e as adegas. Quem quer sossego pode olhar as aldeias da região, mas deve conferir a disponibilidade com antecedência.
Dicas práticas antes de ir
- Use Haro como base e Briñas como parada de meia hora.
- Se quiser visitar adegas, marque com antecedência, pois o enoturismo é cada vez mais procurado.
- Em Haro há mercado às terças e aos sábados de manhã, com frutas e hortaliças da região.
O Visite o Mundo recomenda?
Recomenda só como parada, dentro de um roteiro pela Rioja Alta. Briñas não justifica uma viagem sozinha: é uma aldeia de 191 habitantes, e o que segura o roteiro é Haro. Se você está na região por causa do vinho, passe por aqui, tire uma foto da ponte sobre o Ebro e siga adiante.













