Santa Maria fica no centro do Rio Grande do Sul, cercada de morros, e por isso ganhou o nome antigo de Santa Maria da Boca do Monte. Tem cerca de 282 mil habitantes, é a quinta cidade mais populosa do estado e a maior da sua região. O município também é chamado de Coração do Rio Grande, pela localização no mapa. Não é cidade de praia nem de grandes atrações turísticas: é uma cidade universitária, com a Universidade Federal de Santa Maria e a Universidade Franciscana, e com fama de berço da paleontologia brasileira.
A melhor época para visitar Santa Maria
O clima é subtropical úmido, com média anual de 19,4 °C e cerca de 1.778 mm de chuva por ano. Os extremos são grandes: já fez -2,9 °C em julho de 2000 e 41 °C em janeiro de 1943. Quando sopra o vento norte, ele é forte e pode chegar a 100 km/h. Para caminhar pelo centro histórico, primavera e outono são mais confortáveis do que o verão quente e o inverno frio.
Como chegar a Santa Maria
O aeroporto fica no bairro Camobi, a cerca de 12 km do centro e vizinho da UFSM. Por terra, o acesso é por rodovia a partir de Porto Alegre e de outras cidades gaúchas. Santa Maria também é um antigo entroncamento ferroviário, ponto de passagem da linha entre Porto Alegre e Uruguaiana, mas o trem de passageiros de longa distância deixou de circular em 1996.
O que fazer em Santa Maria
- Centro histórico — a Catedral de Nossa Senhora da Conceição, o Theatro Treze de Maio, a Catedral Anglicana do Mediador e a Vila Belga formam o conjunto de prédios de valor da cidade.
- Estação Ferroviária e Museu Ferroviário — a estação, aberta em 1885, abriga o Museu Ferroviário de Santa Maria e é considerada grande patrimônio histórico da cidade.
- Paleontologia — o município tem mais de vinte sítios paleontológicos, internacionalmente conhecidos. Foi aqui, em 1902, que se coletou um rincossauro que se tornou o primeiro fóssil encontrado na América do Sul, e aqui nasceu o paleontólogo Llewellyn Ivor Price, que coletou o primeiro dinossauro brasileiro, o estauricossauro.
- Morros e natureza — a cidade está numa zona de transição entre pampa e mata atlântica, e os morros que a cercam, como o do Elefante e o das Antenas, guardam fauna nativa.
Onde se hospedar
O centro é o lugar mais prático, perto dos prédios históricos e da estação. Quem vai à universidade pode olhar o bairro de Camobi, onde fica a UFSM e o aeroporto.
Dicas práticas antes de ir
- Leve agasalho no inverno: a cidade já registrou temperaturas negativas.
- No verão, proteção solar e água à mão, já que os dias podem chegar perto de 40 °C.
- Combine o museu ferroviário com a caminhada pelo centro, que é curta.
- Se o interesse for paleontologia, pergunte na cidade sobre visitas aos sítios, já que são mais de vinte.
O Visite o Mundo recomenda?
Recomenda como parada de um dia ou dois para quem passa pelo interior do Rio Grande do Sul, ou para quem tem interesse em paleontologia e em história ferroviária. Como destino de férias, é modesto. Quem busca serras, praias ou cidades de imigração alemã encontra mais opções em outros pontos do estado.













