Campo Grande é a capital e o município mais populoso de Mato Grosso do Sul, no sul da região Centro-Oeste, perto da fronteira com o Paraguai e a Bolívia. Tem cerca de 910 mil habitantes e fica a 1.134 km de Brasília, num planalto de terra roxa ou vermelha que rendeu à cidade o apelido de Cidade Morena. Foi planejada no meio de uma vasta área verde, com ruas e avenidas largas, e é uma das cidades mais arborizadas do Brasil. Para muita gente, é o portão de entrada do Pantanal.
A melhor época para visitar Campo Grande
O clima é tropical com estação seca: verão quente e úmido, inverno menos chuvoso e mais ameno. Por ficar muito longe do oceano, a variação de temperatura ao longo do ano é grande. Nos meses de inverno podem ocorrer geadas leves e esporádicas, e o registro oficial do INMET desde 1931 vai de -0,9 °C, em 1978, a 41 °C, em outubro de 2020. Para andar ao ar livre pelos parques e praças, os meses secos e amenos de inverno são os mais confortáveis, mas leve agasalho para a manhã. O verão é quente e úmido.
Como chegar a Campo Grande
O Aeroporto Internacional de Campo Grande, o maior do estado, fica a 6 km do centro. Por estrada, as principais rodovias são a BR-060, a BR-163 e a BR-262, e o Terminal Rodoviário da cidade recebe linhas de ônibus para várias partes do Brasil. Quem vai continuar viagem para Bonito pode reservar o transporte entre o aeroporto de Campo Grande e Bonito, de cerca de 10 horas.
O que fazer em Campo Grande
A cidade é mais de parques e memória de imigração do que de grandes atrações. Vale ver:
- Monumento Carro de Boi, ao lado do Horto Florestal, que marca o local onde chegaram as primeiras famílias mineiras. O Horto fica onde José Antônio Pereira se instalou em 1872, na confluência dos córregos Prosa e Segredo.
- Parque das Nações Indígenas, com o Monumento ao Índio, que homenageia a cultura indígena.
- Praça da República, onde está o Monumento da Imigração Japonesa, inaugurado em 1979 e assinado pelo escultor Yutaka Toyota.
- Obelisco, de 1933, em homenagem aos fundadores da cidade, tombado como patrimônio histórico.
- Autódromo Internacional Orlando Moura, a 15 km a oeste do centro, com pista de 3.433 metros e etapas nacionais da Stock Car.
Quem quer aproveitar a cidade como base tem o turismo rural, com estâncias, pousadas, trilhas, cachoeiras e cavalgadas, e a saída para o Pantanal.
Onde se hospedar
A cidade tem rede hoteleira voltada ao turismo de eventos e de negócios, além de pousadas rurais e estâncias para quem prefere o turismo no campo. Para um pernoite antes do Pantanal ou de Bonito, escolha pelo horário de saída.
Gastronomia
A cozinha da cidade mistura heranças. O churrasco de carne bovina, de influência gaúcha, vem com mandioca, hábito herdado dos indígenas. Um exemplo é o nhoque de mandioca com molho de carne-seca. Da imigração japonesa, vieram o shoyu, popular por aqui, e o Okinawa soba, sopa de macarrão com carne de porco: Campo Grande foi a primeira cidade do Brasil com restaurantes desse tipo. Peixes de rio, como pacu, dourado e pintado, também entram no cardápio. A bebida típica é o tereré, infusão gelada de erva-mate servida em guampa, de origem paraguaia e guarani.
Dicas práticas antes de ir
- Leve um casaco se for entre junho e agosto: as noites e madrugadas podem ser frias.
- O horário de Campo Grande é uma hora atrás de Brasília.
- Se a viagem for para o Pantanal ou Bonito, use Campo Grande como ponto de partida e confirme o transporte com antecedência.
O Visite o Mundo recomenda?
Recomenda como base e como parada de um ou dois dias, sobretudo para quem vai ao Pantanal ou a Bonito e quer conhecer a cultura local, a comida e o tereré. Como destino principal de uma viagem inteira, não: a cidade é agradável, arborizada e boa de comer, mas seus atrativos próprios se esgotam rápido.














