Eilat é a cidade mais ao sul de Israel, uma faixa urbana espremida entre o deserto do Negev e o golfo de Eilat, o braço do mar Vermelho que a Jordânia chama de golfo de Aqaba. Vizinha da egípcia Taba e da jordaniana Aqaba, tem cerca de 56 mil habitantes e vive de turismo. Quem vai, vai por causa da água: os recifes de coral daqui estão entre os mais procurados do mundo para mergulho.
A melhor época para visitar Eilat
O clima é de deserto quente, seco e com quase nenhuma chuva. Os verões ficam entre 26 e 40 °C e passam dos 40 com frequência. No inverno a variação é de 11 a 23 °C, o que dá praia e caminhada sem sofrimento. A água do golfo fica entre 20 e 26 °C ao longo do ano. Se você não gosta de calor extremo, o inverno e as meias-estações são a escolha óbvia; o pico do verão cansa mesmo quem é do Nordeste.
Como chegar a Eilat
Desde 2019, os voos comerciais, nacionais e internacionais, pousam no Aeroporto Internacional Ramon. O antigo aeroporto, no centro da cidade, atendia sobretudo voos domésticos e o terreno deve ser reaproveitado. Por terra, duas estradas ligam Eilat ao centro de Israel: a Rota 12, pelo noroeste, e a Rota 90, pelo nordeste. A empresa de ônibus Egged faz linhas quase de hora em hora para o norte, e vale reservar a passagem com antecedência. Não há trem até Eilat; a estação de passageiros mais ao sul do país é Dimona.
O que fazer em Eilat
- Reserva Natural da Praia de Coral: o recife raso de coral mais ao norte do planeta, bom para snorkel.
- Coral World Underwater Observatory: o maior aquário público do Oriente Médio, com tanques de tubarões, tartarugas e raias.
- Dolphin Reef: estação de pesquisa marinha onde é possível nadar com golfinhos.
- Vale de Timna: as minas de cobre mais antigas do mundo, um templo egípcio da deusa Hathor e as formações de arenito conhecidas como Pilares do Rei Salomão.
- Reserva Hai-Bar Yotvata: reserva de animais do deserto, entre eles o asno selvagem asiático, reintroduzido no Negev.
- Marina e calçadão: bares e restaurantes à beira-mar, bom para o fim de tarde.
Quem quer ir além da cidade encontra a excursão de 1 ou 2 dias a Petra e a excursão de 2 dias a Petra e Wadi Rum, ambas na vizinha Jordânia. É a forma mais simples de ver Petra sem montar a logística da fronteira por conta própria.
Eilat também fica na principal rota de migração de aves entre a África e a Europa, e tem um centro internacional de observação, útil para quem curte birdwatching na primavera e no outono.
Onde se hospedar
A cidade concentra hotéis, resorts e hostels, de redes grandes a hospedagem beduína. Para ficar perto da água, escolha a região da marina e do calçadão. Quem vai mergulhar encontra aluguel de equipamento perto de todas as praias principais. O centro é mais simples e funciona bem para quem vai usar a cidade só como base.
Dicas práticas antes de ir
- Leve protetor solar forte, chapéu e água; o sol do Negev não perdoa.
- Eilat é zona franca, sem impostos sobre compras; compare preços antes de gastar.
- Há equipamento de mergulho para alugar perto das praias principais, e escolas de mergulho funcionam o ano todo.
- A região já teve queda de visitantes por causa de conflitos; consulte os alertas oficiais de viagem antes de fechar a passagem.
- Para Petra, confira as regras de fronteira com a Jordânia antes de reservar.
O Visite o Mundo recomenda?
Recomenda para mergulho e para quem quer sol garantido em pleno deserto. Para cidade histórica e vida urbana, o destino é outro: Eilat é resort, não tem centro antigo. Três dias bastam; quem vai combinar com Petra deve somar mais dois.








