Lhasa (também grafada Lassa) é a capital da Região Autônoma do Tibete, na China, no sopé do monte Gephel. Fica a 3.490 metros de altitude, num vale do Himalaia cercado de montanhas de 5.500 m, e é uma das cidades mais altas do mundo. É a sede tradicional do Dalai Lama e o principal centro do budismo tibetano. O Palácio de Potala, Patrimônio Mundial da Unesco, domina o horizonte, e o Templo de Jokhang é considerado o lugar mais sagrado do Tibete.
A melhor época para visitar Lhasa
O clima é semiárido e frio: seco, fresco e com invernos muito frios, com 178 dias por ano abaixo de 0 °C. Em compensação, a cidade recebe cerca de 3.000 horas de sol por ano. A chuva, em torno de 400 mm anuais, cai de junho a setembro, principalmente à noite, e os tibetanos consideram esse o melhor período, com dias ensolarados. Em agosto acontece o Festival Shoton, um dos maiores festivais tradicionais do Tibete. Quem não gosta de frio deve ir no verão e no início do outono.
Como chegar a Lhasa
O aeroporto Gonggar fica a cerca de uma hora de táxi ao sul da cidade, com voos para várias cidades chinesas, como Pequim e Chengdu, e para Katmandu, no Nepal. Por trem, a ferrovia Qinghai-Tibete, a mais alta do mundo, liga Lhasa a Xining, em cerca de 2.000 km, e conecta-se a outras linhas, inclusive até Pequim. Nos vagões há oxigênio no sistema de ventilação e máscaras disponíveis.
Estrangeiros costumam precisar de autorização específica para entrar no Tibete, em geral vinculada a uma agência. Confirme isso com a operadora do circuito antes de comprar voos.
O que fazer em Lhasa
O Palácio de Potala, cujas primeiras construções datam de 637, é o ponto mais conhecido. O Templo de Jokhang, fundado em 641, é o centro de peregrinação: três caminhos concêntricos o circundam, e muitos fiéis os percorrem fazendo prostrações. O caminho do meio, o Barkor, atravessa a cidade antiga e é o mais fácil para o visitante seguir. Também merecem visita os mosteiros de Sera e Drepung e o palácio de verão Norbulingka. Muitos locais históricos foram danificados, na maior parte durante a Revolução Cultural.
Nas atividades da Civitatis aparecem o Tour de 4 dias por Lhasa, o Circuito de 7 dias de Lhasa até a fronteira com o Nepal e o Circuito de 8 dias pelo melhor do Tibete. Para a conexão, há o Chip eSIM com internet para a China.
Onde se hospedar
A região da cidade antiga, em volta do Jokhang e do Barkor, é a base natural para ver o que interessa a pé. Como a altitude pesa, vale perguntar ao hotel sobre adaptação e oxigênio antes de reservar.
Gastronomia
Os tibetanos comem muita carne de cordeiro e de boi, que os pastores secam antes do inverno para ter suprimento. O vinho local é fermentado com qingke, uma cevada do planalto. Peça ao guia para indicar casas de comida tibetana.
Dicas práticas antes de ir
- O ar tem apenas 68% do oxigênio do nível do mar. Reserve os primeiros dias para se aclimatar.
- Vá de roupa em camadas: o dia é ensolarado, mas as noites são frias.
- O turismo no Tibete é um tema sensível: defensores de maior autonomia criticam as reformas em volta de locais históricos como o Potala.
- Confirme documentação e permissões bem antes da viagem.
O Visite o Mundo recomenda?
Recomenda, com ressalvas de planejamento. É um dos destinos mais marcantes da Ásia, com montanha, mosteiros e peregrinos em prostração pelas ruas. Mas exige tempo, papelada e adaptação à altitude, e na prática costuma ser feito com agência. Quem não quer lidar com isso pode escolher outro canto da China.

















