Medina (Al-Madinah al-Munawwarah) fica no oeste da Arábia Saudita, na região do Hejaz, a 619 metros de altitude. Está a cerca de 430 km ao norte de Meca, a 150 km a leste do mar Vermelho e a 850 km da capital, Riad. Não é cidade de praia. É a segunda cidade mais sagrada do Islã, para onde o profeta Maomé se mudou em 622, na Hégira, quando ela ainda se chamava Yathrib. A população passa de 1 milhão de habitantes.
A cidade abriga três mesquitas de grande peso: a Mesquita do Profeta (al-Masjid an-Nabawi), a mesquita de Quba, considerada a mais antiga do Islã, e a de al-Qiblatayn. O turismo religioso domina a economia local: mais de 7 milhões de visitantes por ano, entre a peregrinação do Hajj e a Umrah, feita ao longo do ano.
A melhor época para visitar Medina
O clima é de deserto quente. O verão é extremamente quente e seco, com máximas médias de cerca de 43 °C, e passar de 45 °C entre junho e setembro não é raro. O inverno é mais ameno, com mínimas de 8 °C à noite e máximas de 25 °C durante o dia. Chove muito pouco, quase tudo entre novembro e maio. Para quem quer andar pela cidade, o inverno é muito mais confortável. Datas do Hajj e do Ramadã mudam de ano para ano no calendário, então confira as datas antes de marcar a viagem.
Como chegar a Medina
O Aeroporto Internacional Príncipe Mohammad Bin Abdulaziz fica a cerca de 15 km a nordeste do centro. Foi inaugurado em 1972 como doméstico e virou internacional em 2006, por causa do aumento de voos de peregrinos. Por terra, rodovias ligam Medina a Al Qassim, Tabuk, Yanbu e Meca. A linha de alta velocidade Haramain liga Medina a Meca, passando por Jidá, em menos de três horas.
O que fazer em Medina
Antes de planejar qualquer coisa, saiba das regras: o núcleo sagrado da cidade antiga é proibido a não muçulmanos. Para o viajante que não é muçulmano, isso limita o acesso à região central. Confirme as regras vigentes no consulado ou no site oficial do turismo saudita antes de reservar, porque elas e os vistos mudam.
Fora do núcleo sagrado, os pontos citados como atrativos são o monte Uhud, ao norte, onde aconteceu a Batalha de Uhud, o cemitério de Al-Baqi e as Sete Mesquitas. A antiga estação da ferrovia otomana do Hejaz, que ligava Medina a Damasco de 1908 a 1916, foi convertida em museu. Quase toda a cidade histórica foi demolida na era saudita, e a cidade reconstruída se organiza em torno da enorme Mesquita do Profeta.
O Civitatis lista uma única atividade em Medina: o ônibus turístico de 24 horas. A oferta para turistas é curta.
Onde se hospedar
A cidade se reconstruiu em torno da Mesquita do Profeta, e a economia gira em torno dos peregrinos. Quem não é muçulmano deve confirmar, antes de reservar, em que áreas pode se hospedar e circular.
Dicas práticas antes de ir
- Confira as regras de entrada, visto e acesso para não muçulmanos antes de comprar qualquer passagem.
- Vá no inverno, se puder: o verão passa de 43 °C de máxima média.
- Leve roupa que cubra ombros e joelhos, por respeito ao caráter religioso da cidade.
- Em períodos de Hajj e Umrah, a cidade recebe milhões de visitantes. Reserve com muita antecedência.
O Visite o Mundo recomenda?
Depende de quem viaja. Para um muçulmano em Umrah ou visita religiosa, é um destino central. Para turista em geral, as limitações de acesso ao núcleo sagrado e a falta de oferta turística local fazem de Medina um lugar difícil de montar roteiro. Se a ideia é conhecer a Arábia Saudita, vale pesquisar outros destinos no país.





