A Guiana fica no norte da América do Sul, entre o Brasil, a Venezuela, o Suriname e o oceano Atlântico. É o único país sul-americano com o inglês como idioma oficial e, por história e cultura, está mais perto do Caribe anglófono do que dos vizinhos de língua espanhola ou portuguesa. Tem menos de 800 mil habitantes, e cerca de 90% deles moram numa estreita faixa costeira. O resto do território tem pouca gente e poucas estradas asfaltadas.
A capital e maior cidade é Georgetown, na foz do rio Demerara. O país foi colônia holandesa, depois britânica, e ficou independente em 1966. Até hoje recebe poucos turistas, o que é ao mesmo tempo o charme e o problema.
A melhor época para viajar para a Guiana
O clima é tropical no norte e equatorial no sul, com calor e umidade o ano todo. Em Georgetown a máxima média fica entre 29 e 32 °C. A chuva cai durante todo o ano, mas metade do total anual vem da estação chuvosa de maio a julho no litoral, e de abril a setembro no interior. A costa tem ainda um período chuvoso de novembro a janeiro. Para ir ao interior, como a Kaieteur, o período entre setembro e novembro costuma ser menos úmido em Georgetown. Para esse tipo de viagem, confirme as condições com a operadora antes de fechar datas.
Como chegar à Guiana
O principal aeroporto é o Cheddi Jagan, a cerca de 41 km ao sul de Georgetown. Há voos com conexão para Nova York, Miami, Toronto, Bridgetown, Port of Spain e Paramaribo. Por terra, há um serviço regular de ônibus entre Georgetown e Boa Vista, em Roraima, o que torna a Guiana acessível a quem já está no Norte do Brasil. O trajeto é longo, e as estradas do interior são em boa parte sem asfalto: a rede tem quase 8 mil km, e só 591 km são pavimentados.
O que fazer na Guiana
A maior atração é a cachoeira Kaieteur, no rio Potaro. Ela tem 226 metros de queda livre, cerca de quatro vezes e meia a altura das Cataratas do Niágara, e vazão média de 663 m³/s. Fica dentro de um parque nacional, no centro do país.
Em Georgetown, os pontos citados como atrações são a catedral de St. George, o mercado de Stabroek, a ponte Demerara Harbour Bridge e o Museu da Guiana. A cidade recebe mais de 250 mil turistas por ano, cerca de 66% do turismo do país.
Das atividades que o Civitatis lista hoje, todas em Georgetown: a visita guiada pela cidade (2h30), o tour de bicicleta (2 horas) e o tour de bicicleta ao entardecer na ponte Demerara Harbour Bridge (2h30). É uma oferta curta, que combina com o tamanho do turismo no país.
Onde se hospedar
A maior parte da infraestrutura está em Georgetown, que é a base natural para quem chega. Fora da capital, o interior tem pouca estrutura, e a hospedagem nessas regiões costuma ser combinada junto com o passeio, em pacotes de operadoras locais.
Dicas práticas antes de ir
- A moeda é o dólar guianense, e o inglês é a língua oficial. A maioria da população fala o crioulo guianense no dia a dia.
- Confira exigências de entrada, vacinação e visto no consulado antes de viajar, porque elas mudam com o tempo.
- O clima é quente e úmido o ano todo, então leve roupa leve e capa de chuva.
- No interior, onde as estradas são poucas e o acesso é em boa parte por barco ou avião pequeno, vale contratar transporte com antecedência.
O Visite o Mundo recomenda?
Recomenda para viajante que já conhece o básico da América do Sul e quer algo fora do roteiro comum. A Kaieteur sozinha justifica a viagem. Mas a Guiana pede planejamento, paciência com logística e algum desapego de conforto. Para uma primeira viagem de férias, tem opções mais fáceis.




