Antes de ir: documentos, seguro e chip para a Argentina
Corrientes é a capital da província argentina de mesmo nome, no nordeste do país, à beira de uma curva do rio Paraná, uns 50 km abaixo da confluência com o rio Paraguai. Foi fundada em 3 de abril de 1588 por Juan Torres de Vera y Aragón, e é a cidade mais antiga da região Nordeste. A cidade em si tem 427.531 habitantes (Indec, 2022). O rio fica ao norte e oeste, e a ponte General Manuel Belgrano a liga a Resistencia, já na província de Chaco. Não é destino de praia de mar, e sim de costanera, pôr do sol sobre o Paraná e Carnaval.
A melhor época para visitar Corrientes
O clima é subtropical, quente e sem estação seca, embora chova bem menos no inverno. A média anual é de 21 °C, com recordes de 43 °C em outubro e -3 °C em julho. Chove cerca de 1.400 mm por ano, com picos em abril e novembro e mínimos em dezembro e julho. A umidade média é de 76%. Como os verões são quentes, o inverno é a estação mais confortável para caminhar, e os lapachos da costanera florescem no final dele. Quem quer festa deve ir em janeiro, para a Festa Nacional do Chamamé, no Anfiteatro Cocomarola, ou na época do Carnaval, pelo qual a cidade mantém o título oficial de Capital Nacional do Carnaval.
Como chegar a Corrientes
O aeroporto Doutor Fernando Piragine opera com voos regulares para Buenos Aires e outras cidades argentinas. A Ruta Nacional 12 liga Corrientes a Misiones, no nordeste, e a Entre Ríos e Buenos Aires, ao sul. Perto do centro fica a rodoviária, com empresas que ligam a cidade ao país inteiro, a cidades do Paraguai e ao sul do Brasil. Há também um porto de carga, e a ponte Belgrano leva a Chaco.
O que fazer em Corrientes
- Costanera, larga avenida arborizada à beira do Paraná, famosa pelos pores do sol com o monte chaquenho ao fundo. A tradição é tomar mate e comer chipá ali.
- As sete "puntas" da costanera, que dão nome à cidade, onde o rio bate e forma as sete correntes. Punta Arazá, com o parque Mitre, é um mirante natural.
- Peatonal Junín, principal rua comercial, com cafés, bares e restaurantes, e a Plaza 25 de Mayo, com o centro cívico.
- Igreja da Cruz dos Milagres, que guarda uma cruz de madeira tida como incombustível e aparece no brasão da província. O Convento de São Francisco é Monumento Histórico Nacional desde 1951.
- Teatro Vera, com cúpula móvel, e os murais espalhados pela cidade, mais de 45, que lhe valem o apelido de "Cidade dos Murais".
- Praias do rio Paraná, como Arazatí, Malvinas e Bahía del Sol, com balneários.
Para o fim de tarde, o Paseo Arazatí, junto à ponte, reúne murais e uma escultura de cinco metros feita de sucata, e o Paseo Italia tem fontes e restaurantes. O Museu de Belas-Artes funciona numa antiga casa de governador.
Onde se hospedar
O centro, perto da Plaza 25 de Mayo e da peatonal Junín, deixa comércio, museus e restaurantes a pé. Quem prefere o rio pode ficar perto da costanera, onde estão as puntas e os balneários.
Dicas práticas antes de ir
- Nos dias de chuva forte, os bairros baixos da cidade costumam alagar.
- No verão, leve roupa leve e protetor solar, e deixe as caminhadas para o fim da tarde.
- Para o Carnaval e o Chamamé, reserve hospedagem com antecedência.
O Visite o Mundo recomenda?
Recomenda, sobretudo para quem quer um lado menos óbvio da Argentina, mais perto do Paraguai e do Brasil do que de Buenos Aires. Dois dias cobrem a cidade. Para o Carnaval e o chamamé, vale planejar a viagem em torno da festa.













