Alexandria é a segunda maior cidade do Egito, com cerca de 5 milhões de habitantes, e o maior porto do país, por onde passam 80% das importações e exportações. Estende-se por 32 quilômetros da costa mediterrânica do centro-norte egípcio. Foi fundada em 331 a.C. por Alexandre, o Grande, em torno de um vilarejo, e ficou mil anos como capital do Egito, até a conquista muçulmana.
Na Antiguidade, foi uma das cidades mais importantes do mundo, conhecida pelo Farol de Alexandria, uma das sete maravilhas, e pela Biblioteca de Alexandria, a maior da época. Quase nada disso ficou de pé. O que se visita hoje são restos, ruínas dispersas e uma cidade moderna, mais voltada para o mar que para o passado.
A melhor época para visitar Alexandria
O clima fica entre estepe quente e deserto quente, mas o vento norte do Mediterrâneo deixa a cidade menos severa que o interior do Egito. Alexandria é um dos lugares mais chuvosos do país. Os invernos têm chuva variável, e janeiro e fevereiro são os meses mais frescos, com máximas de 12 a 18 °C e mínimas que chegam a 5 °C. O verão é moderadamente quente, às vezes muito úmido.
Para caminhar pela cidade, evite os dias de tempestade do inverno e os mais úmidos do verão. No inverno, leve casaco e capa de chuva.
Como chegar a Alexandria
Dois aeroportos atendem a cidade: o El Nouzha, a 7 km do centro, e o Borg El Arab, a 25 km, que só começou a funcionar em 2003 e antes era militar. Por estrada, o Cairo fica a cerca de 220 km pela Estrada do Deserto, de seis a oito faixas. Há também a estrada costeira internacional, que segue até Port Said. Os trens partem da estação de Misr, a principal, e da de Sidi Gaber.
O que fazer em Alexandria
- Fortaleza de Qaitbay. Fortificação construída em 1480 pelo sultão Qaitbay, no lugar onde se acredita ter ficado o Farol de Alexandria.
- Catacumbas de Kom el Shoqafa. Do século I e II, estão entre os monumentos que sobreviveram da época greco-romana.
- Coluna de Pompeu e Serapeu. A coluna fica sobre um montículo no antigo distrito de Racotis. Do Serapeu restam túneis, criptas e algumas colunas de mármore.
- Teatro romano. Junto da chamada Villa dos Pássaros.
- Corniche. A avenida beira-mar, de cerca de 16 km, liga a Cidadela de Qaitbay, a oeste, ao Palácio de Montaza, a leste, passando pelo porto oriental.
- Palácio de Montaza. Residência de verão da família real, cercada por jardins de estilo europeu.
- Museus. O Museu Greco-romano, de 1893, o Museu Nacional de Alexandria, aberto em 2003, e o Museu Cavafy, na casa do poeta grego.
- Bonde de Alexandria. A rede é de 1860 e a mais antiga da África. Os bondes azuis saem da estação de Raml, e os amarelos vão para o oeste.
Passeios que valem reservar
A visita guiada por Alexandria, de 7 horas, ajuda a encaixar os principais pontos num só dia. Quem quiser ver o Egito clássico num dia tem a excursão ao Cairo e às pirâmides de Gizé, de 13 horas, que sai de Alexandria.
Onde se hospedar
A região da Corniche é a mais prática para quem quer mar e caminhada a pé. A Baixa concentra praças como Mansheya, Saad Zaghlul e Tahrir. Montaza, no leste, tem o palácio e os jardins, além de alguns hotéis.
Dicas práticas antes de ir
- Combine o preço do táxi antes de entrar.
- Para trajetos curtos entre duas ou três estações, o bonde é mais econômico e deixa ver a cidade, mesmo sendo o meio mais lento.
- Se a ideia é o Cairo, planeje dia cheio: são cerca de 220 km.
O Visite o Mundo recomenda?
Recomenda como parada de um ou dois dias, sobretudo para quem já viu o Cairo e quer uma cidade de mar. Não espere um sítio arqueológico intacto: o valor está na Corniche, nos museus e nas ruínas espalhadas, e em saber que o Farol e a Biblioteca estiveram aqui. Quem tem pouco tempo no Egito pode deixar Alexandria para a próxima.












