A Bielorrússia (ou Belarus) é um país sem saída para o mar, na Europa Oriental, com fronteira com a Rússia, a Ucrânia, a Polônia, a Lituânia e a Letônia. A capital é Minsk, com cerca de 1,7 milhão de habitantes, de longe a maior cidade. Bastante plana, com altitude média de 160 metros, tem 40% do território coberto por floresta. Fica fora da rota da maioria dos viajantes brasileiros, e isso é parte do interesse: castelos, uma floresta primária e uma história soviética ainda muito presente.
A melhor época para visitar a Bielorrússia
O clima fica entre o continental e o oceânico. Os invernos são frios, com média de janeiro em torno de -6 °C, e os verões são frescos e úmidos, com média de 18 °C. Chove entre 550 e 700 mm por ano. Para caminhar pelas florestas e visitar os castelos, o fim da primavera e o verão são mais confortáveis.
Como chegar à Bielorrússia e como achar passagem
Não existe caminho simples do Brasil. Em 2021, as autoridades bielorrussas desviaram à força para Minsk um voo da Ryanair, e a União Europeia respondeu com sanções mais duras. Por isso, antes de comprar qualquer passagem, compare rotas e datas com calma, confirme as condições de entrada e de cancelamento e verifique as orientações do Itamaraty para o país.
O que ver na Bielorrússia
- Minsk: a cidade foi quase inteiramente destruída na Segunda Guerra e recebeu o título soviético de "cidade heroica" em 1974. Do centro histórico, perto da Praça da Liberdade, restam poucos edifícios antigos, como a Catedral do Espírito Santo e a Igreja do Calvário.
- Castelo de Mir e Castelo de Nesvij: os dois são Patrimônio da Humanidade da UNESCO.
- Floresta de Białowieża (Belovejskaya Pushtcha): também Patrimônio Mundial, desde 1992, compartilhada com a Polônia. É considerada a última floresta primária da Europa e abriga o bisão-europeu.
- Brest: a cidade guarda a Fortaleza de Brest, famosa pela defesa em 1941 contra a invasão alemã.
- Hrodna, Gomel, Mogilev e Vitebsk: junto com Brest, são as principais cidades depois de Minsk, e Gomel é a segunda maior. Cada uma é centro administrativo de um voblast (as províncias do país).
Gastronomia
A cozinha se baseia em vegetais, carne de porco e pães, sobretudo de centeio, porque o clima não favorece o trigo. Muita coisa é assada ou cozida devagar. Entre as bebidas, há o kvas, feito de pão preto, de baixo teor alcoólico. Quando recebe um visitante, o anfitrião tradicionalmente oferece pão e sal.
Dicas práticas antes de ir
- As duas línguas oficiais são o russo e o bielorrusso. O russo é o mais usado em casa, por cerca de 70% da população.
- O governo é criticado por violações de direitos humanos, e o país aparece em último lugar na Europa no índice de liberdade de imprensa. Evite falar de política em público.
- Faça seguro-viagem e guarde os comprovantes de hospedagem.
- Confira as regras de entrada e de visto no consulado antes de emitir o bilhete. Elas mudam com frequência.
O Visite o Mundo recomenda?
Com ressalvas. A Bielorrússia rende bem para quem gosta de história do século XX, castelos e florestas. Mas o contexto político e a dificuldade de chegar pesam. Se a ideia é uma primeira viagem à Europa Oriental, países vizinhos são mais simples. Se já tem experiência na região, vale incluir o país, desde que as orientações oficiais permitam.

