Antes de ir: documentos, seguro e chip para a Lituânia
Kaunas é a segunda maior cidade da Lituânia, depois de Vilnius, e fica na confluência dos dois maiores rios do país, o Nemunas e o Neris, perto do Reservatório de Kaunas, o maior corpo d'água lituano. A área urbana soma cerca de 390 mil habitantes. Entre 1920 e 1939, a cidade foi a capital temporária do país, e desse período vem a arquitetura que a tornou Patrimônio Mundial em 2023: um conjunto de prédios modernistas e art déco do entreguerras. Kaunas também foi Capital Europeia da Cultura em 2022.
Melhor época para ir a Kaunas
O clima é continental úmido, com média anual de uns 7 °C. Os verões são quentes e agradáveis, com máximas de 21 a 22 °C e mínimas perto de 12 °C, embora alguns dias cheguem a 30 °C. Os invernos são frios e às vezes com neve, com temperaturas médias entre -8 e 0 °C. No meio do verão há cerca de 17 horas de luz por dia, e no meio do inverno só umas 7. O calendário ajuda a escolher: a Feira de Kaziukas é no início de março, o festival de jazz vai de abril a maio, o aniversário da cidade cai em meados de maio e o festival de música de Pažaislis corre de junho a agosto. Nos fins de semana, o carrilhão histórico de 49 sinos faz concertos ao ar livre.
Como chegar
O Aeroporto Internacional de Kaunas é o segundo mais movimentado da Lituânia. A estação ferroviária tem trens diretos para Vilnius, a 104 km, e a primeira fase da Rail Baltica, a linha de bitola europeia que vai da fronteira com a Polônia até Kaunas, foi inaugurada em 2015. Kaunas também é um dos grandes portos fluviais dos países bálticos, com dois píeres turísticos nas margens do Nemunas e do reservatório.
O que fazer em Kaunas
A Cidade Velha, na confluência dos rios, tem ruas de pedestres e se visita a pé. Ali ficam o Castelo de Kaunas, dos séculos XIII a XVI, a Prefeitura, cuja construção começou em 1542, e a Casa de Perkūnas, do fim do século XV. A Cidade Nova começou a crescer em 1847, e seu eixo é a Laisvės alėja, a avenida da Liberdade, uma rua de pedestres de 1,6 km, com tílias e canteiros de flores.
- Museu Nacional de Arte M. K. Čiurlionis, que reúne a obra do artista de vanguarda que tentou unir pintura e música.
- Museu dos Diabos, o Museu Žmuidzinavičius, com mais de duas mil esculturas e entalhes de diabos do mundo todo, a maioria de origem popular.
- Museu da Aviação da Lituânia, no aeroporto S. Darius e S. Girėnas, um dos mais antigos ainda em funcionamento na Europa, a uns 3 km ao sul do centro.
- Palácio Presidencial histórico e Museu de Guerra de Vytautas, o Grande.
- Mosteiro de Pažaislis e a Igreja da Visitação, exemplo do barroco italiano na Lituânia, que o nobre Krzysztof Pac financiou a partir de 1664.
- Os dois funiculares da cidade, de Žaliakalnis e de Aleksotas.
A Catedral-Basílica começou a ser construída no século XV, e a Igreja de Vytautas, o Grande, é do início do mesmo século. Fora do centro, o Nono Forte, fortaleza dos séculos XIX e XX, virou memorial das vítimas da ocupação nazista, entre elas mais de 30 mil judeus. A leste da cidade, em Rumšiškės, à margem do reservatório, fica o Museu Etnográfico ao ar livre da Lituânia, com construções originais da vida rural.
Onde se hospedar
A Cidade Velha concentra o castelo, a Prefeitura e as igrejas, e é uma boa base para quem prefere andar a pé. A Cidade Nova, a leste da Cidade Velha, tem a Laisvės alėja como rua central.












