Antes de ir: documentos, seguro e chip para a Itália
Verucchio fica na Emilia-Romagna, na província de Rimini, a 18 km da cidade que dá nome à província. O vilarejo está numa colina de cerca de 300 metros, entre o mar e a serra, e domina o vale do rio Marecchia. Tem cerca de 10 mil habitantes, ganhou a Bandeira Laranja do Touring Club Italiano e integra a lista dos "borghi più belli d'Italia". Lá de cima dá para ver a costa da Romagna. O centro histórico guarda uma fortaleza dos Malatesta e um dos conjuntos arqueológicos mais importantes da Idade do Ferro na Itália adriática.
Melhor época para ir a Verucchio
O calendário local ajuda a escolher a data. Em maio, o vilarejo faz exposições e concursos dedicados à rosa. Em julho começa o Verucchio Festival, de música antiga e de tendências novas. Em agosto e setembro, as Feste dei Malatesta transformam o centro histórico num burgo medieval, com desfiles, banquetes, jantares de corte e justas a cavalo e de armas. Se a ideia é ver a vila em clima de festa, essas semanas de fim de verão são a aposta.
Como chegar a Verucchio
O ponto de partida natural é Rimini, a 18 km. A estrada principal de ligação é a via Marecchiese, que atravessa Villa Verucchio, a parte baixa do município. O borgo histórico fica mais acima, na colina. O território faz divisa com Santarcangelo di Romagna, San Leo, Poggio Torriana, Sassofeltrio e a República de San Marino, o que também permite combinar o passeio com a região vizinha.
O que fazer em Verucchio
O ponto mais alto do vilarejo é a Rocca Malatestiana, também chamada de Rocca del Sasso, uma das principais fortificações medievais da Romagna. Verucchio é a terra de Malatesta da Verucchio, que Dante chamou de "Mastin vecchio" e que em 1295 assumiu o controle de Rimini, abrindo caminho para o domínio da família sobre a região. No século XV, Sigismondo Pandolfo Malatesta ampliou os muros e os acessos da fortaleza, entre 1442 e 1449. A segunda fortificação do centro é a Rocca del Passerello, do século XIII, que no século XVII virou mosteiro de freiras clarissas. Dela restam o pátio com cisterna e a Porta del Passerello. Trechos das muralhas, com bastiões e a Torre Cívica, também resistem.
Mais antigo ainda é o passado do lugar. Entre os séculos IX e VII a.C., a rocha sobre o vale abrigou um centro importante da cultura vilanoviana, ligada à fase mais antiga da civilização etrusca. As escavações encontraram quatro necrópoles e cerca de 600 sepulturas, com armas, cerâmicas, joias e muito âmbar. O Museu Cívico Arqueológico, instalado no antigo mosteiro de Sant'Agostino, reúne esse acervo. O barro do solo preservou materiais que normalmente desaparecem, como roupas de lã, cestos de vime, móveis de madeira e restos de comida, e entre as peças mais famosas estão tronos de bordo entalhados, com quase 3 mil anos.
Depois do museu, vale caminhar pela Piazza Malatesta, onde fica o Palazzo Ripa, hoje sede da prefeitura, e visitar:
- A colegiata de San Martino, projetada no século XIX, com dois crucifixos pintados em madeira, um do século XIV e outro de 1404.
- O convento da Santa Croce, em Villa Verucchio, fundado em 1215, com um cipreste no claustro que a tradição liga a são Francisco e que tem cerca de oito séculos.
- A pieve românica de San Martino in Rafaneto, na planície do Marecchia, que remonta ao menos ao século IX.
- O Oásis WWF de Ca' Brigida, de cerca de 12 hectares, com trilhas em meio a bosques e áreas úmidas.
Onde se hospedar
O município tem dois núcleos. O borgo histórico, na colina, concentra a Piazza Malatesta, as fortalezas e o museu, e é a escolha de quem quer acordar dentro do cenário medieval. Villa Verucchio, na parte baixa, é a área residencial e de atividade econômica, mais prática para quem chega de carro. Rimini, a 18 km, é a alternativa para quem prefere ficar numa cidade maior. Em agosto e setembro, durante as festas, reserve com antecedência.
















