Antes de ir: documentos, seguro e chip para a Itália
Treviso é a capital da província homônima, no Vêneto, nordeste da Itália, com 86.234 habitantes, a quinta cidade da região em população. Fica numa planície baixa, entre 6 e 31 metros de altitude, cheia de nascentes e de canais, sobre três pequenas elevações perto do rio Sile. É chamada de "cidade dos pórticos" e de "Urbs picta", a cidade pintada. Também é conhecida como a "pequena Veneza", por causa dos canais que atravessam o centro histórico. Como Veneza está na mesma região e a cidade pertenceu à República Veneziana, faz sentido visitar as duas juntas.
A melhor época para visitar Treviso
O clima é subcontinental, como o de toda a planície Pádua-Vêneta: invernos moderadamente frios e verões quentes e abafados. No inverno, as mínimas médias ficam abaixo de zero, com geadas frequentes e episódios de neblina que às vezes duram o dia todo. Neva na maioria dos invernos, mas em geral pouco. No verão, o centro histórico sofre com o efeito de ilha de calor, e as noites dentro das muralhas podem ser 4 ou 5 graus mais quentes que a periferia. Por isso, primavera e início do outono são as melhores estações para caminhar. No fim de maio acontece o festival Treviso Suona Jazz, que dura sete dias.
Como chegar a Treviso
Desde a Antiguidade, a cidade é um nó comercial, por estar perto de grandes vias, como a estrada Postúmia, e de vias d'água. Como capital de província, liga-se naturalmente a Veneza e às outras cidades do Vêneto, e o roteiro mais simples é combiná-la com elas. Confirme horários de trem e ônibus antes de ir, porque o que vale é a malha atual.
O que fazer em Treviso
O centro histórico ainda é em parte cercado pelas muralhas construídas em 1509, por ordem de Veneza, por causa da guerra contra a Liga de Cambrai, com projeto do frade Giovanni Giocondo. Das portas monumentais, a de San Tommaso, de 1518, é a mais imponente, toda revestida de pedra da Ístria. Também estão de pé as portas dei Santi Quaranta e Altinia.
- Canais: o rio Botteniga se divide em braços, os "cagnani", que caracterizam o centro. O Cagnan Medio, ou canal dos Buranelli, é um dos mais pitorescos, com uma casa do século XVI que pertenceu a comerciantes de Burano.
- Catedral de São Pedro (Duomo), de origem paleocristã, reconstruída em estilo neoclássico por volta de 1770. Na cripta estão as relíquias de São Liberal, padroeiro da cidade.
- Templo de San Nicolò, do início do século XIV, a maior igreja da cidade, com um ciclo de afrescos de Tomaso da Modena no convento anexo. Duas figuras ali são tidas como as primeiras pinturas com óculos e lente de aumento.
- Igreja de San Francesco, de transição entre o românico e o gótico, terminada em 1270.
- Trinta e três fontes dentro das muralhas, incluindo a curiosa fontana delle Tette.
Onde se hospedar
Dentro das muralhas, o centro histórico concentra portas, canais e igrejas a poucos minutos a pé. Vale lembrar que, no verão, o calor dentro das muralhas é mais forte do que na periferia.
Gastronomia
A cozinha trevisana tem como entrada clássica a sopressa com polenta e radicchio, e o Radicchio Rosso di Treviso aparece em muitos pratos. Há risotos (com fígado ou legumes da estação), faraona assada, ganso, enguia ("bisatto") e bacalhau seco. A sobremesa mais famosa é o tiramisù, que segundo a tradição foi feito pela primeira vez na cidade. O vinho branco de fama é o Prosecco, e entre os queijos da província há o Montasio e a casatella trevigiana, de denominação de origem protegida.
Dicas práticas antes de ir
- Leve guarda-chuva e casaco no outono e no inverno: há neblina e geada.
- Caminhe pelas muralhas e pelos canais em vez de só cruzar a cidade de carro.
- Combine com Veneza em dias separados, já que as duas pedem tempo.
O Visite o Mundo recomenda?
Recomenda, como parada de um dia, para quem quer a Itália do Vêneto sem a multidão de Veneza. É uma cidade de canais, pórticos e muralhas, fácil de andar a pé. Um dia é suficiente para as portas, os canais e uma refeição com radicchio.





















