Antes de ir: documentos, seguro e chip para a Itália
Montepulciano fica no sul da Toscana, na província de Siena, em cima de uma crista de calcário a 605 metros de altitude, entre o Val di Chiana e o Val d'Orcia. É uma cidade medieval e renascentista de cerca de 13 mil habitantes. A lenda diz que foi fundada pelo rei etrusco Porsena, de Chiusi, e os achados arqueológicos confirmam povoamento ali entre os séculos IV e III a.C. Hoje ela é conhecida sobretudo pelo Vino Nobile di Montepulciano, um tinto com denominação DOCG.
Melhor época para ir a Montepulciano
O clima é submediterrâneo. O verão é quente e ventilado, com máximas entre 25 e 32 graus e picos acima de 35. Quase não chove nessa estação, a não ser por alguns temporais no fim do verão. As chuvas se concentram no inverno, quando as máximas ficam entre 10 e 14 graus, as mínimas entre 3 e 5, e a neve é rara, sobretudo à noite. Como a cidade é feita de ladeiras, primavera e começo do outono costumam ser mais confortáveis para andar a pé do que o auge do verão.
O calendário também pesa. Em julho, por cerca de 15 dias, acontece o Cantiere Internazionale d'Arte. Em agosto, o Bruscello Poliziano, teatro popular cantado por atores não profissionais, ocupa o adro da catedral, e no último domingo do mês as oito contradas da cidade disputam o Bravio delle Botti, uma corrida de barris pelas ruas que existe desde o século XIV. Quem for nessas datas pega a cidade em festa.
Como chegar a Montepulciano
De carro, são 13 km a leste de Pienza, 70 km a sudeste de Siena, 124 km a sudeste de Florença e 186 km ao norte de Roma. Chiusi, que faz divisa com o município, tem estação na linha Florença-Roma. Dentro da cidade, muitas ruas são fechadas ao trânsito. A principal tem 1,5 km, vai da Porta al Prato até a Piazza Grande e concentra a maior parte das lojas e dos restaurantes.
O que fazer em Montepulciano
Na Piazza Grande ficam o Palazzo Comunale, com fachada de Michelozzo do fim do século XIV, que lembra o Palazzo Vecchio de Florença, e a catedral de Santa Maria Assunta, construída entre 1594 e 1680. Dentro da catedral está um tríptico da Assunção da Virgem pintado por Taddeo di Bartolo em 1401. Outros pontos para incluir:
- A Torre dell'Orologio, com a figura do Pulcinella, e o Palazzo Bucelli, com inscrições etruscas e latinas na base.
- A Fortezza Medicea e o Museu Cívico, no Palazzo Neri-Orselli, com peças arqueológicas, pinturas e terracotas da família Della Robbia.
- As igrejas de Santa Maria delle Grazie, com um altar de terracota de Andrea della Robbia, e de Santa Lucia, com um retábulo de Luca Signorelli.
- O santuário da Madonna di San Biagio, fora da cidade, na estrada para Chianciano. Foi projetado por Antonio da Sangallo, o Velho, entre 1518 e 1545, com planta circular e dois campanários de travertino branco.
O poeta Angelo Poliziano nasceu aqui em 1454, e a casa dele, na via del Poliziano, 1, aparece entre os pontos de interesse.
Entre os passeios que dá para reservar estão a visita às adegas de Montepulciano, de 2h30, o tour pelos cenários de Lua Nova, de 1h30, e o tour por Montepulciano e Pienza, de 3 horas. O vinho merece a parada: além do Vino Nobile, a região produz o Rosso di Montepulciano e o Vin Santo di Montepulciano, ambos DOC. O Vino Nobile é, junto com o Brunello di Montalcino e o Chianti Classico, um dos principais tintos da Toscana.
Onde se hospedar
Pienza, Chianciano Terme, Chiusi e Cortona fazem divisa com Montepulciano e entram na conta para quem quiser variar de base. Dormindo no centro, confirme com a hospedagem onde deixar o carro, já que muitas ruas são fechadas ao trânsito. Em julho e agosto, com os eventos, reserve com antecedência.



















