Antes de ir: documentos, seguro e chip para a Itália
Monforte d'Alba fica no Piemonte, na província de Cuneo, no alto de uma colina das Langhe. A vila tem cerca de 1.900 habitantes e aparece na lista dos "borghi più belli d'Italia", os vilarejos mais bonitos do país. Também ganhou a Bandeira Laranja do Touring Club Italiano. O motivo principal para ir é o vinho: Monforte é um dos 11 municípios onde se produz o Barolo, o tinto que a região tornou famoso.
Melhor época para ir a Monforte d'Alba
Na parte baixa das Langhe, a zona dos vinhedos e das trufas, o clima é o da planície do Pó. Em Alba, máximas acima de 30 graus no verão não são raras, e entre junho e julho a chuva vem em poucos temporais, às vezes com granizo. O inverno é frio e nevoso: a média anual fica entre 50 e 100 cm de neve, que pode ficar mais de 30 dias no chão, mesmo em baixa altitude. O outono é a estação mais chuvosa, e a primavera muda bastante de um ano para o outro.
Para caminhar entre as vinhas sem calor forte nem neve, o fim da primavera e o início do outono ficam no meio-termo. No outono, leve guarda-chuva.
Como chegar a Monforte d'Alba
A vila fica cerca de 60 km a sudeste de Turim e 40 km a nordeste de Cuneo. Alba é o centro principal das Langhe e serve de referência para se orientar na região. Os vinhedos e as vilas vizinhas ficam espalhados pelas colinas, então o trajeto entre eles é parte do passeio.
O que fazer em Monforte d'Alba
O nome vem do latim Mons Fortis, as muralhas do castelo que cercavam o topo do morro e a vila medieval. A história do lugar é pesada. No primeiro quarto do século XI, a comunidade inteira, da condessa aos camponeses, adotou uma doutrina considerada herética, parecida com a dos cátaros. Por volta de 1028, o castelo foi tomado por tropas do arcebispo de Milão e do bispo de Asti. Os moradores levados a Milão tiveram de escolher entre renegar suas ideias e a fogueira, e a maioria não renegou. A rua Corso Monforte, em Milão, leva esse nome por causa do episódio.
Hoje o passeio é outro. O que dá para ver:
- A igreja paroquial da Madonna della Neve e a igreja da Visitação da Bem-Aventurada Virgem Maria, no centro.
- O Auditorium Horszowski, um anfiteatro natural em degraus, inaugurado em 1986 pelo pianista Mieczysław Horszowski. O palco usa um muro e o portal dos jardins Scarampi, e o espaço recebe concertos, teatro, cinema e o festival de jazz Monfortinjazz.
- O Castelo de Perno, construído na Idade Média pela família Falletti.
Para conhecer o centro com alguém que explique a história, existe a visita guiada por Monforte de Alba, de cerca de 1 hora. À mesa, a região tem a avelã Tonda Gentile das Langhe, a trufa branca de Alba, que ganha uma feira internacional todos os anos, e queijos de denominação protegida, como a Robiola de Murazzano.
Sobre o vinho: o Barolo é um tinto potente, de cor vermelho-granada e taninos marcantes, com no mínimo 13% de álcool. Combina com carne vermelha grelhada, caça, trufa e queijos. O Barolo comum envelhece pelo menos 38 meses, e a versão Riserva, pelo menos 60. Na região também se produzem Dolcetto d'Alba e Barbera d'Alba, que valem uma taça. Em 2014, a Unesco incluiu as Langhe, com Roero e Monferrato, na lista do Patrimônio Mundial.
Onde se hospedar
Numa vila de pouco menos de 2 mil moradores, a escolha é mais limitada que numa cidade grande. Barolo, Serralunga d'Alba e Castiglione Falletto, que dividem limite com Monforte, são alternativas próximas para dormir. Quem prefere mais movimento pode olhar Alba. Em qualquer caso, reserve cedo.














