Antes de ir: documentos, seguro e chip para a Itália
Melfi fica na Basilicata, na província de Potenza, a 532 metros de altitude, aos pés do Monte Vulture, um vulcão extinto. Tem cerca de 16.750 habitantes. Foi escolhida pelos normandos como capital do condado e depois do ducado da Apúlia e Calábria, recebeu cinco concílios papais e, no tempo de Frederico II, foi sua residência preferida: foi aqui que ele promulgou, em 1231, as Constituições de Melfi. Hoje a economia é industrial, por causa da fábrica de automóveis em San Nicola di Melfi, mas o centro histórico guarda o passado medieval com bastante coerência.
A melhor época para visitar Melfi
O clima mistura influência mediterrânea e continental, marcado pela altitude e pelo vento. O verão é quente e ensolarado, mas mais suportável que o da vizinha Apúlia, por causa da menor umidade e da ventilação. A primavera é instável e fresca até maio. O outono é longo e ameno no início, depois fica chuvoso e com névoa entre novembro e dezembro. O inverno é o mais rigoroso: frio, muitas vezes úmido, com temperaturas noturnas perto de zero e neve nada rara. Minha escolha: fim de primavera ou começo de outono. Se possível, a última semana de outubro, quando acontece o Cortejo Histórico Frederiquiano, com falcoeiros de toda a Europa, danças medievais, cerimônia de investidura de cavaleiro e torneio.
Como chegar a Melfi
A cidade tem estação de trem na linha Foggia-Potenza. Por estrada, passam a SS 658 (Potenza-Melfi), a SS 93 Appulo-Lucana, a SS 401 e a SS 655. O transporte urbano tem seis linhas de ônibus.
O que fazer em Melfi
- Castelo de Melfi: obra dos normandos, um dos mais conhecidos da Basilicata e dos mais representativos do sul da Itália. Frederico II promulgou ali as Constituições de Melfi; depois o castelo passou pelos angevinos, aragoneses e pelos Doria, que o mantiveram até 1950. Nele funciona o Museu Nacional Arqueológico do Melfese, com achados do Vulture, do período dáunio ao normando, e o Sarcófago de Rapolla, do século II.
- Muralhas: o centro histórico é inteiramente cercado por muros com torres, em boa parte normandos, que passam dos quatro quilômetros.
- Catedral de Santa Maria Assunta: iniciada em 1076 por Roberto Guiscardo, hoje de aparência barroca, exceto o campanário românico normando, de 1153.
- Igreja rupestre de Santa Margherita: escavada no tufo, de 1200, com afrescos, entre eles uma cena do encontro dos três vivos com os três mortos.
- Praça Umberto I: a ágora da cidade desde o século XI, com becos e escadarias de pedra.
- Monte Vulture: a trilha 101 sai do castelo e leva em cerca de três horas ao refúgio no topo, a 1.283 m, sem grandes dificuldades.
Nos arredores há também o oásis natural dos lagos de Monticchio, com a Abadia de San Michele, a 735 m.
Onde se hospedar
O centro histórico, sobre o platô cercado pelas muralhas, deixa castelo, catedral e praças ao alcance dos pés. Quem pretende caminhar pelo Vulture tem a vantagem de sair do centro pela trilha 101.
Gastronomia
O prato da cidade é a maccuarnàr, macarrão fresco de corte quadrado, feito com um rolo de lâminas, com molho de coelho ou de porco. Outro primeiro prato é a lagane e noci, massa larga com nozes, tomate e pimenta. Há ainda a pancotto com alho, nabo e pimentão cruschi. O vinho da região é o Aglianico del Vulture DOC, um dos grandes tintos da Itália, e a castanha marroncino e o azeite DOP do Vulture completam a lista.
Dicas práticas antes de ir
- Leve agasalho, mesmo fora do inverno: o vento é constante.
- Para a trilha do Vulture, veja a previsão; a névoa do outono atrapalha.
- Combine o castelo com o museu arqueológico no mesmo dia.
- Confira os horários do museu e da catedral antes de ir.
O Visite o Mundo recomenda?
Recomenda como parada de um dia, sobretudo para quem curte castelo, Idade Média e sul da Itália fora do roteiro de sempre. Melfi não é destino de dias de praia nem de grandes atrações; o castelo e a gastronomia justificam o desvio, e a trilha do Vulture dá um bom segundo turno.
















