Antes de ir: documentos, seguro e chip para a Itália
Ischia é uma ilha vulcânica no mar Tirreno, na ponta norte do golfo de Nápoles, a cerca de 30 km da cidade de Nápoles. É a maior das ilhas Flégreas e tem uns 47 km² e 34 km de costa, quase toda montanhosa. O ponto mais alto é o monte Epomeo, com 788 m. São seis comunas e 61.727 habitantes em 2026, o que dá uma densidade alta para uma ilha. Recebe até seis milhões de visitantes por ano, e as águas termais são o que a torna conhecida.
A melhor época para visitar Ischia
Sem número de clima confiável, vale olhar a previsão. O certo é que é ilha mediterrânea, e o turismo de praia e de termas concentra gente. Em 2010, mais de 4 milhões de turistas passaram pela ilha ao menos por um dia, e a pressão sobre ela aparece: há construção sem planejamento e, até o fim de 2011, faltou tratamento de esgoto. Quem quer evitar multidão deve fugir dos meses de pico, que para uma ilha turística são os de verão. As termas, por sua vez, funcionam o ano inteiro.
Como chegar a Ischia
A ilha não tem aeroporto. O acesso é por mar, e o ponto de partida natural é Nápoles, a cerca de 18 milhas náuticas. Confira as companhias de balsa e aliscafo e os horários da época. Na ilha, o projeto de mobilidade "Green Island", de 2017, tenta reduzir a poluição dos carros.
O que fazer em Ischia
- Visitar o Castelo Aragonês, em Ischia Ponte, sobre um rochedo ligado à ilha por uma ponte de pedra desde 1441. É o monumento mais visitado da ilha e se entra por um túnel.
- Andar pelos Jardins de La Mortella, em Forio, criados a partir de 1946 para o compositor William Walton, com um museu dedicado a ele.
- Entrar nos Jardins Poseidon, em Panza, um spa com várias piscinas termais, ou na baía de Sorgeto, com fontes quentes.
- Ir às praias de Maronti, Citara e English's Beach, e a Sant'Angelo, antiga vila de pescadores.
- Subir o monte Epomeo. Uma ressalva curiosa: o Epomeo não é um vulcão, e sim um bloco levantado da crosta.
Na Civitatis aparecem o cruzeiro pela costa de Ischia, o ingresso dos Jardins Poseidon, o tour panorâmico da ilha, o tour pelo Castelo Aragonês e Celsa, a trilha pelo Epomeo e excursões de barco a Procida e a Ponza. A nota dos poucos produtos avaliados é alta, mas as amostras são pequenas.
Onde se hospedar
Lacco Ameno foi transformada em resort de elite por Angelo Rizzoli entre o fim dos anos 1950 e o início dos 1960, e até hoje concentra hotéis de luxo. Forio, com La Mortella, teve colônia de artistas. A ilha é maior que Capri, o que garante mais privacidade.
Gastronomia
O prato que nasceu ali é o coniglio all'ischitana, coelho cozido devagar com tomate, alho, vinho branco e ervas. Há peixes e frutos do mar, como robalo grelhado, spaghetti alle vongole e lulas fritas. A ilha tem DOC própria, e os brancos, de uvas como Forastera e Biancolella, são quase 80% da produção de vinho.
Dicas práticas antes de ir
- Escolha uma comuna como base, conforme o que quer ver: Lacco Ameno, Forio ou Ischia Ponte.
- Confira os horários das balsas de volta antes de sair para o dia.
- Combine o dia com Procida, por barco.
O Visite o Mundo recomenda?
Recomenda, sobretudo para quem gosta de spa, de ilha italiana menos óbvia que Capri e de comer bem. A ressalva é a pressão turística e o desordenamento urbano. Não espere ilha deserta.




















