Antes de ir: documentos, seguro e chip para a Itália
Cuneo é a capital da província de mesmo nome, no sudoeste do Piemonte, no norte da Itália. Fica a 550 metros de altitude, no pé dos Alpes Marítimos, onde se encontram os rios Stura e Gesso, e tem cerca de 55 mil habitantes. Foi fundada em 1198 pela própria população, que se declarou comuna independente. Séculos depois, resistiu a vários cercos franceses e, entre 1943 e 1945, foi um dos principais focos da resistência partisan à ocupação alemã.
Perto da cidade ficam seis passos de montanha, entre eles o Colle della Maddalena, a 1.996 metros, e o Colle di Tenda, a 1.871 metros, com um túnel de 3 km.
Melhor época para ir
O clima é temperado subcontinental, com invernos frios e verões quentes e secos, mas a altitude ameniza o calor: a média de julho é de 21,6 °C, e a de janeiro, de 1,7 °C. Chove cerca de 962 mm por ano, em 81 dias, com dois períodos de mais chuva, na primavera e no outono. Julho é o mês mais seco, com 44 mm. A neve é frequente no inverno, por causa da altitude e dos ventos. Os pórticos da cidade, que somam cerca de 8 km, ajudam nos dias de chuva ou de neve.
Como chegar
O aeroporto internacional de Cuneo fica a 20 km ao norte do centro e opera poucos destinos. O aeroporto de Turim fica a 129 km a nordeste. Também dá para chegar pelos aeroportos de Nice, na França, a 136 km a sudoeste, e de Gênova, a 142 km a oeste. A estação ferroviária fica na Piazzale della Libertà, em frente a um jardim.
O que fazer em Cuneo
- Pórticos: os percursos cobertos somam cerca de 8 km e conectam as ruas principais, o que permite passear mesmo com tempo ruim. A Via Roma, a principal rua de pedestres do centro histórico, é toda porticada e tem traçado curvo. Cuneo é a quarta cidade italiana em extensão de pórticos, depois de Bolonha, Turim e Pádua.
- Praça Galimberti: tem um perfil de prédios neoclássicos. Num bar que ainda existe ali, Andrea Arione vendia, a partir de 1923, os cuneesi al rhum, merengues pequenos com cobertura de chocolate amargo e recheio de chocolate com rum.
- Contrada Mondovì: rua estreita e porticada do centro histórico.
- Museu Cívico: funciona no complexo monumental de San Francisco.
- Villa Oldofredi Tadini: construída entre os séculos XIV e XV como torre de observação para defender a cidade, é hoje museu com as coleções das famílias que a habitaram. A visita guiada inclui a capela.
- Funicular panorâmico: liga o planalto da cidade ao rio Gesso.
- Viale degli Angeli: avenida arborizada de mais de 2 km, com ciclovia, que leva da cidade ao santuário de Santa Maria degli Angeli.
Quem vai no inverno encontra o passeio com raquetes de neve pelos Vales Occitanos, de 7 horas. Entre as áreas verdes estão o Parque Fluvial do Gesso e do Stura, o Parco Monviso e o Parque da Resistência. Para os ciclistas, a cidade já foi etapa do Giro d'Italia, e desde 1987 é ponto de partida e de chegada da corrida amadora La Fausto Coppi.
Na mesa, além dos doces, há os raviolini al plin, uma massa pequena recheada com carne e legumes.
Onde se hospedar
O centro histórico, em torno da Via Roma e da Piazza Galimberti, concentra comércio, pórticos e praças. Corso Nizza, uma avenida de 1,5 km, é o eixo comercial.














