Antes de ir: documentos, seguro e chip para a Grécia
Argostoli é a capital da ilha de Cefalônia, nas Ilhas Jônicas, na Grécia, desde 1757. Fica numa baía protegida, e o porto foi a razão de a capital ter se mudado para cá, deixando a antiga capital, Agios Georgios, no alto. O município, depois da reforma de 2019, tem mais de 23 mil habitantes.
A melhor época para visitar Argostoli
O clima é mediterrâneo de verão quente: verões ensolarados, com máximas perto de 30 °C e mínimas de uns 21 °C, e pouquíssima chuva. O inverno é ameno e chuvoso, com máximas de 14 a 15 °C e mínimas de 8 a 9 °C, e neve só aparece nos picos das montanhas da ilha. Para praia e passeio de barco, o verão é a estação. Para circular de carro pela ilha sem calor forte, a primavera e o começo do outono costumam ser melhores.
Como chegar a Argostoli
O Aeroporto Internacional de Cefalônia (Anna Pollatou, EFL) fica a cerca de 10 km ao sul da cidade. Quase todos os voos regulares são da Olympic Air, sobretudo de e para Atenas, e no verão o aeroporto recebe voos fretados de várias partes da Europa. Um ônibus liga o aeroporto a Argostoli só na temporada de verão. Por mar, a balsa sai de Argostoli para Kyllini, no continente, e para Zante, além de uma travessia de balsa para Lixouri, uma vez por hora no inverno e duas no verão. A rodoviária fica entre a lagoa de Koutavos e a ponte De Bosset e tem linhas para Atenas, via Kyllini e Patras.
O que fazer em Argostoli
- Lagoa de Koutavos — reserva natural no fim da baía, onde se alimentam as tartarugas-cabeçudas (Caretta caretta). Elas também podem ser vistas no porto de Argostoli.
- Ponte De Bosset — construída em madeira pelos britânicos em 1813 e reconstruída em pedra. Esteve em uso contínuo até 2005 e hoje está fechada ao tráfego, em obras de restauração.
- Farol de Agios Theodoros (Fanari) — ao longo da costa oeste, construído na ocupação britânica, em 1829, e reconstruído depois do terremoto de 1953, com colunas dóricas.
- Katovothres — buracos onde a água do mar desaparece sob a terra e reaparece cerca de catorze dias depois em Sami, passando pelo lago subterrâneo de Melissani.
- Museu Arqueológico — fica em frente ao tribunal, construído pelos britânicos, e há ali perto um pequeno museu dedicado aos soldados da divisão Acqui.
- Passeios a partir da cidade — dá para fazer um tour privado pela ilha, de 7 horas, ou uma excursão a Ítaca, de 8 horas.
Onde se hospedar
O centro, com o porto e a rua Lithostroto, é a escolha prática para quem depende de ônibus e balsa. Quem quer praia na porta pode olhar Lassi, um balneário na costa do mar Jônico, a sudoeste, com várias praias pequenas. Muita gente escolhe ficar em Argostoli e sair de carro para o resto da ilha.
Gastronomia
A ilha tem longa tradição de vinho, em especial os brancos secos de notas cítricas feitos com a uva Robola. O azeite também é um dos pilares da economia de Cefalônia, e as uvas-passas foram exportadas durante séculos.
Dicas práticas antes de ir
- Cefalônia fica numa zona de terremotos, e em 1953 quase todas as construções da ilha foram destruídas, exceto na região de Fiskardo. Por isso a cidade é, em sua maior parte, reconstruída.
- O ônibus para Sami, Fiskardo e outros vilarejos é pouco frequente, então o carro ajuda a explorar a ilha.
- Confira os horários das balsas de Lixouri, que dependem da estação.
- Em Argostoli dá para ver tartarugas marinhas no porto e na lagoa.
O Visite o Mundo recomenda?
Recomenda como base para conhecer Cefalônia, não como destino por si só. A cidade foi atingida pelo bombardeio alemão de 1943 e pelo terremoto de 1953, e não tem o casario antigo de Fiskardo, que escapou. Mas tem porto, aeroporto perto e as tartarugas da lagoa. Duas noites bastam para depois seguir pela ilha.













