A Geórgia fica no Cáucaso Sul, na fronteira entre a Europa Oriental e a Ásia Ocidental, com costa no mar Negro. Faz divisa com a Rússia ao norte, com Turquia e Armênia ao sul e com o Azerbaijão a leste. São 69.700 km² e cerca de 3,7 milhões de habitantes, dos quais mais de um quarto vive na região da capital, Tiblíssi (Tbilisi), a maior cidade do país. Outras cidades importantes são Cutáissi, Batumi e Rustavi. É um país de montanhas altas, igrejas muito antigas e uma língua que não se parece com nenhuma outra: o georgiano é oficial só aqui.
A melhor época para visitar a Geórgia
O clima muda bastante de uma região para outra. O oeste, perto do mar Negro, é subtropical úmido, com chuva bem distribuída ao longo do ano e mais forte no outono. Ajária, onde fica Batumi, é a região mais úmida do Cáucaso. O leste é mais seco, com verões quentes e invernos relativamente frios. Nas áreas montanhosas, os verões são frescos e úmidos, e os invernos trazem neve que passa dos dois metros em muitos lugares. Acima de 2.000 metros há geada até no verão. Para combinar cidade e montanha, o fim da primavera e o início do outono costumam ser as melhores janelas.
Como chegar à Geórgia
O país tem quatro aeroportos internacionais, e o de Tiblíssi é o maior: movimentou 1,8 milhão de passageiros em 2015. Do Brasil, a chegada exige conexão. Por terra, as fronteiras ligam a Geórgia à Turquia, à Armênia e ao Azerbaijão. A Abecásia e a Ossétia do Sul são regiões que a Geórgia considera suas, mas que funcionam como independentes de fato, com reconhecimento internacional limitado e presença militar russa. Os passeios desta página não passam por elas.
O que fazer na Geórgia
O turismo é cada vez mais importante para a economia, e o país recebeu mais de 2,2 milhões de visitantes em 2015. O país tem mais de 12 mil monumentos históricos e culturais, e quatro sítios da UNESCO: a Catedral de Bagrati, em Cutáissi, o Mosteiro de Guelati, os monumentos históricos de Mtskheta (Misqueta) e a Suanécia, região de montanha.
Entre as atividades que aparecem para reserva:
- A excursão a Mtskheta, Uplistsikhe e Gori, dura dez horas e é o passeio mais longo da lista.
- A aula de cozinha georgiana dura três horas.
- A excursão ao mosteiro David Gareja e às montanhas Arco-Íris dura sete horas.
Quem gosta de trilha encontra na cordilheira do Grande Cáucaso picos que passam de 5.000 metros, como o Chkhara (5.201 m), o ponto mais alto do país, e o vulcão Kazbek (5.047 m). Nas montanhas estão cerca de 30% das geleiras do Cáucaso.
Gastronomia
A refeição é coisa séria. A supra, a "mesa georgiana", é um banquete coletivo comandado pelo tamada, que faz os brindes. Dos pratos, o khinkali, bolinho de carne, vem da região montanhosa do leste, e o khachapuri é típico de Imerícia, Mingrélia e Ajária. O vinho é tradição local há séculos.
Onde se hospedar
Tiblíssi, a capital e maior cidade, é a base natural para os passeios de um dia. Quem vai ao litoral pode parar em Batumi, cidade à beira-mar e porto importante do país. Para montanha, a Suanécia é a região de referência, mas é isolada do resto do país por serras e pede mais dias.
Dicas práticas antes de ir
- A Geórgia é uma zona sísmica: terremotos importantes já ocorreram ao longo da história.
- Em áreas montanhosas, o tempo muda rápido; leve agasalho mesmo no verão.
- Confirme as regras de visto e entrada antes de comprar a passagem.
O Visite o Mundo recomenda?
Recomenda, principalmente para quem já conhece o básico da Europa e quer algo diferente. A Geórgia reúne capital cheia de história, mosteiros isolados, montanha de mais de cinco mil metros e uma cozinha marcante. Precisa de pelo menos uma semana para valer a viagem. Quem tem só três ou quatro dias deve ficar em Tiblíssi e um ou dois passeios.






