Pafos (Paphos) é uma cidade costeira no sudoeste do Chipre e capital do distrito de mesmo nome. Fica a uns 50 km a oeste de Limassol, ligada pela autoestrada A6, e tem a cidade com o clima mais ameno da ilha. Na Antiguidade, dois lugares levavam o nome: a Velha Pafos, em Kouklia, e Nea Pafos, a cidade que hoje o turista visita. As ruínas foram declaradas Patrimônio Mundial da Unesco em 1980.
A cidade se divide em duas partes: Ktima, onde ficam os moradores, e Kato Pafos, à beira-mar, em torno do porto medieval, com a maior parte dos hotéis de luxo e da vida noturna.
A melhor época para visitar Pafos
O clima é semiárido quente, com verões secos e quentes e invernos amenos e chuvosos. A chuva cai de novembro a meados de março, e em julho e agosto quase não chove, com menos de 0,3 mm em média. Nesses meses a umidade pode chegar a 85%, e ondas de calor vindas do Saara são relativamente comuns. Neve é rara no centro, cerca de uma vez a cada dez anos. Para sol e mar, o verão. Para caminhar pelo sítio arqueológico sem sofrer, os meses mais frescos do ano tendem a ser melhores. Em setembro, a praça do castelo recebe o festival de Afrodite, realizado todos os anos desde 1998.
Como chegar a Pafos
O Aeroporto Internacional de Pafos fica a 10 km a sudeste da cidade, perto de Timi, e recebe cerca de 1,75 milhão de passageiros por ano. É o segundo maior do país e a porta de entrada do oeste e do sul do Chipre. A A6 liga Pafos a Limassol, e os ônibus intermunicipais cobrem as cidades do sul da ilha. Os navios de carga e de cruzeiro usam o porto de Limassol, a 60 km.
O que fazer em Pafos
- Ver os mosaicos das Casas de Dioniso, Teseu e Aion, dos séculos III a V, entre os melhores do Mediterrâneo oriental, em sua maioria com cenas da mitologia grega.
- Conhecer o Castelo de Pafos, junto ao porto, e o Saranta Kolones, castelo de início do domínio dos Lusignan destruído pelo terremoto de 1222.
- Visitar as Tumbas dos Reis, o antigo Odeon e o pilar onde, segundo a tradição, São Paulo foi amarrado e açoitado.
- Ir até Petra tou Romiou, o rochedo no mar onde, segundo a lenda, Afrodite saiu das ondas, e à Velha Pafos, perto dali, onde ficava o santuário de Afrodite Páfia.
- Provar o loukoumi de Geroskipou, cidade da região metropolitana.
Na Civitatis, os passeios saem da cidade: o passeio de barco pela Lagoa Azul (6 horas), o jeep safári pelo Parque Nacional de Akamas (8 horas), as excursões a Limassol com Kourion e Kolossi, a Nicósia, a Troodos, Kykkos e Omodos, e a Geroskipou e Letymvou. Quase todas ainda sem avaliações.
Onde se hospedar
Kato Pafos, perto do porto e do parque arqueológico, concentra a maior parte dos hotéis de luxo e do entretenimento. Ktima é a zona residencial, com mais cara de cidade. Quem quer resort fechado tem ainda Coral Bay, Latchi e Aphrodite Hills, os outros três polos turísticos do distrito.
Dicas práticas antes de ir
- A região é a mais sísmica do Chipre, com terremotos históricos. Não é motivo para cancelar a viagem, mas é bom saber.
- O trânsito do centro é pesado: a cidade já não comporta a quantidade de carros.
- Saia cedo para o sítio arqueológico no verão, por causa do calor.
- Combine com o carro alugado para chegar a Petra tou Romiou e aos mosteiros.
O Visite o Mundo recomenda?
Recomenda, principalmente para quem quer juntar praia com sítio arqueológico. Kato Pafos é muito voltada ao turismo de resort, e a cidade funciona como base de uns quatro ou cinco dias.













