Antes de ir: documentos, seguro e chip para a Áustria
Innsbruck é a capital do Tirol, no oeste da Áustria, espremida no vale do rio Inn entre paredões de pedra. Ao norte fica a cadeia Nordkette (o Hafelekar chega a 2.334 m), ao sul o Patscherkofel (2.246 m). O nome quer dizer "ponte sobre o Inn", e a cidade nasceu justamente ali, num ponto de travessia do rio na rota do Passo de Brenner, que fica a uns 30 km ao sul. Tem cerca de 132 mil habitantes e já sediou duas Olimpíadas de Inverno, em 1964 e 1976.
A graça é essa mistura: centro histórico de ruas estreitas e, olhando para cima, neve ou pedra nua a poucos minutos de distância.
A melhor época para visitar Innsbruck
Depende do que você quer da montanha. O clima é continental frio: a média anual é de 9 °C e a mínima de janeiro fica em torno de -7 °C, com neve frequente. Quem vai para esquiar encontra estações em volta da cidade, como Axamer Lizum, Igls, Seefeld e o vale do Stubai, onde dá para esquiar até no verão por causa da geleira.
O verão é instável. Um dia amanhece com 15 ou 16 °C e chuva, o seguinte passa dos 30 °C. As noites são frescas e às vezes caem abaixo de 10 °C, então leve casaco mesmo em julho. Para caminhar e subir de teleférico, meu palpite é que o verão compensa mais que o inverno. Para o clima de inverno de cartão-postal, dezembro a fevereiro.
Como chegar a Innsbruck
O aeroporto fica em Kranebitten, a cerca de 4 km do centro, e tem ligações com Frankfurt, Londres, Amsterdã e Viena. Do Brasil, a conexão é sempre na Europa. A estação Hauptbahnhof é a mais importante do Tirol e recebe trens da Alemanha, do leste da Áustria, do oeste do país e, pela linha do Brenner, do norte da Itália. No dia a dia, a cidade tem bondes e ônibus, inclusive uma linha de bonde até Igls.
O que fazer em Innsbruck
O centro se resolve a pé. O símbolo é o Telhado de Ouro (Goldenes Dachl), sacada ligada ao imperador Maximiliano I, que fez de Innsbruck uma residência imperial no fim do século XV. Perto dali ficam o Palácio Imperial (Hofburg), a Hofkirche com o cenotáfio de Maximiliano e seus "Homens Negros", a catedral de São Tiago e a Maria-Theresien-Straße, avenida larga com a Coluna de Santa Ana no meio. Fora do centro, vale citar o Castelo de Ambras e o trampolim de saltos de esqui de Bergisel.
Para subir à montanha, há o funicular Hungerburgbahn, que tem estações desenhadas por Zaha Hadid, e a partir dele o teleférico da Nordkette. O catálogo de passeios que reservamos por aqui traz o ingresso do teleférico de Nordkette e o do funicular, além do Innsbruck Card de 72 horas, que faz sentido se você pretende entrar em vários museus. Também há ingresso da Torre da Cidade, um mirante barato no meio da cidade velha, e um espetáculo tirolês com jantar e música ao vivo. Se quiser algo fora do roteiro de cidade, o Swarovski Crystal Worlds tem ingresso à parte.
Onde se hospedar
Fique na cidade velha (Altstadt) ou perto dela, se puder. Assim você vai a pé ao Telhado de Ouro e à Hofburg. Hospedagem mais barata costuma estar em bairros ao redor, ligados por bonde e ônibus. Em temporada de esqui os preços sobem e os quartos acabam mais cedo.
Dicas práticas antes de ir
- Olhe a previsão de manhã. Com céu fechado, a subida de teleférico perde quase tudo.
- Leve camadas de roupa. A diferença de temperatura entre o vale e o topo é grande.
- No inverno, reserve transporte até as estações de esqui com antecedência.
- A cidade é pequena: dois dias cobrem o centro e uma subida à Nordkette.
O Visite o Mundo recomenda?
Recomenda, principalmente para quem gosta de montanha e não quer abrir mão de uma cidade com história. Dois ou três dias bastam. Se você só quer museus e vida noturna, Viena ou Munique entregam mais. Innsbruck vale pelo cenário.
















