Salalah é a capital da província de Dhofar, no sul de Omã, e a terceira maior cidade do país, com cerca de 330 mil habitantes. Fica no sul do país, distante de Mascate, a capital, e tem uma particularidade que quebra a imagem de Omã como deserto: entre junho e setembro, na temporada das monções chamada khareef, as montanhas em volta ficam verdes e cheias de cachoeiras. É a cidade onde nasceu o antigo sultão Qaboos bin Said e foi, entre 1932 e 1970, a residência do sultão Said bin Taimur.
A melhor época para visitar Salalah
A resposta é junho a setembro, o khareef. Nesse período, a cidade recebe muitos turistas de outras partes de Omã e do mundo árabe (mais de 600 mil na temporada de 2017) e as montanhas ficam verdes. Em julho e agosto, o céu fica muito nublado e com neblina, embora chova relativamente pouco. O clima é de deserto quente, com verões mais amenos que no interior do país. Quem quer sol e céu aberto deve evitar o khareef e escolher outro período. Em 2018, o ciclone Mekunu atingiu a cidade em 25 de maio, com ventos de 200 km/h e mais de 617 mm de chuva.
Como chegar a Salalah
O aeroporto internacional de Salalah opera principalmente voos domésticos de Mascate e alguns voos internacionais da Índia e de países árabes da região, como Catar, Emirados e Arábia Saudita. O atual terminal foi inaugurado em 15 de junho de 2015. Na temporada do khareef há voos semanais extras para outros destinos internacionais. Do Brasil, a chegada exige pelo menos uma conexão.
O que fazer em Salalah
O grande programa é subir às montanhas e vales durante o khareef, com cachoeiras como Wadi Darbat, Ain Athum, Ain Tubrook e Ain Khor. A cidade também guarda quatro túmulos atribuídos a profetas islâmicos: Nabi Imran, Nabi Ayoob (o Jó bíblico), Nabi Houd e Nabi Salih. Um deles, dado como de Imran, tem 12 metros e é chamado de "a sepultura mais longa do mundo".
As atividades da Civitatis são todas privadas, com preços mais altos do que em outros destinos, entre elas:
- Tour privado pelo leste e pelo oeste de Salalah, de nove horas cada um.
- Excursão privada a Mirbat, e uma versão estendida com Hasik e o Wadi Ash Shuwaymiyyah, de 12 horas.
- Trilha privada pelo vale de Darbat.
- Excursão privada pela costa de Dhofar, de oito horas.
Salalah também foi capital tradicional de Dhofar, que atingiu o auge no século XIII, graças ao comércio de incenso. O porto, um dos maiores da península Arábica, fica fora da cidade, ao sul.
Onde se hospedar
A cidade tem jardins com coqueiros e bananeiras, graças ao clima e às monções. A escolha do bairro depende de quando se viaja: durante o khareef, o movimento aumenta e convém reservar cedo. Fora dele, a cidade é mais calma. Para quem quer praia, vale ficar perto do litoral, onde há praias como a de Al-Haffa.
Dicas práticas antes de ir
- Reserve hospedagem e passeios com antecedência para junho a setembro.
- Em Omã, a maior parte da população é muçulmana (98,9% dos omanitas em Salalah); respeite os costumes locais.
- O idioma oficial é o árabe, mas o inglês é o mais falado entre os estrangeiros.
- Em julho e agosto o tempo é nublado e com neblina; não conte com céu aberto.
O Visite o Mundo recomenda?
Recomenda, mas só no khareef. Fora dele, o clima é de deserto quente e a graça é menor para quem vem de longe, além de os passeios serem todos privados e caros. Em junho a setembro, com as montanhas verdes e as cachoeiras, vira um destino raro no mundo árabe. Para quem já esteve em Mascate, é uma boa segunda etapa em Omã.










