Katmandu é a capital e a maior cidade do Nepal, no centro do país, dentro do vale de mesmo nome. Fica a cerca de 1.300 metros de altitude, e a área metropolitana tem por volta de 4 milhões de habitantes. Foi fundada pelos neuaris e é tida como um dos lugares habitados há mais tempo no mundo. O vale concentra sete sítios classificados pela UNESCO como Patrimônio Mundial, a maioria deles templos e palácios budistas e hindus.
A cidade virou parada obrigatória para viajantes na década de 1960, quando hippies e montanhistas começaram a chegar. Hoje continua sendo a porta de entrada para o Himalaia nepalês.
A melhor época para visitar Katmandu
No vale, o verão tem médias entre 22 e 25 °C, e o inverno fica em torno de 10 °C. A chuva é sazonal: cerca de 65% cai entre junho e setembro, a época das monções, com média anual perto de 1.400 mm e umidade alta. Nevar na cidade é raríssimo.
Fora da monção, de outubro a maio, chove bem menos, e é o período mais indicado para caminhar pelos templos e tentar ver as montanhas. Em junho, julho e agosto, espere dias úmidos e chuvosos.
Como chegar a Katmandu
O aeroporto é o Tribhuvan International (TIA), que recebe voos internacionais e domésticos de várias companhias nepalesas. Por terra, a rodovia Tribhuvan liga Katmandu a Raxaul, na Índia, desde a década de 1950.
O que fazer em Katmandu
- Praça Durbar. O centro da cidade velha tem cerca de 50 templos em dois pátios. Ali estão o pavilhão Kasthamandap, que deu nome à cidade, a Kumari Ghar e o palácio Hanuman Dhoka. A praça sofreu muito no terremoto de abril de 2015.
- Swayambhunath, Boudhanath e Pashupatinath. Os três principais templos da cidade, dois budistas e um hindu, todos na lista da UNESCO.
- Thamel. Bairro mais procurado por turistas, cheio de pensões, restaurantes, lojas e livrarias. É também o centro da vida noturna.
Passeios que valem reservar
A excursão privada a Bhaktapur (4 horas, nota 4,7) e a excursão privada a Patan (3h30, nota 4,7) levam às outras duas cidades-praça do vale, no mesmo vale. Com pouco tempo, escolha uma. Para o nascer do sol sobre o Himalaia, há a excursão privada a Nagarkot ao amanhecer, de cerca de 6 horas.
Para a montanha de verdade, a lista traz a trilha de 3 dias por Poon Hill e Ghorepani e a trilha de 5 dias pelo Everest. Quem prefere água, tem o rafting no rio Trishuli, num dia de 11 horas.
Onde se hospedar
Thamel concentra a maior parte das hospedagens voltadas a turistas e é o ponto de partida mais prático para quem chega pela primeira vez. Jhamsikhel, conhecido como Jhamel, vem ganhando espaço entre viajantes. Jhochhen Tol, a Freak Street dos anos 1960 e 1970, ainda atrai mochileiros.
Dicas práticas antes de ir
- A cidade já está a mais de 1.300 m, e as trilhas que saem daqui sobem bem mais. Pense nisso ao planejar os dias.
- Para o Himalaia, reserve com antecedência. Os passeios de vários dias dependem de clima e de agenda do guia.
- No inverno a média fica perto de 10 °C, então leve agasalho.
O Visite o Mundo recomenda?
Recomenda, com aviso. Katmandu é caótica, barulhenta e bem menos arrumada que as capitais europeias, mas tem densidade de templos e de vida religiosa que poucas cidades têm. Três ou quatro dias bastam para o vale. Quem vai pela montanha usa a cidade como base e sai logo para as trilhas.












