Beirute é a capital e a maior cidade do Líbano, com cerca de 2 milhões de habitantes na região metropolitana. Fica numa península do Mediterrâneo, com o Monte Líbano ao fundo, e é o principal porto do país. O relevo é de colinas, e a cidade se estende por duas delas, Al-Ashrafieh e Al-Musaytibah. O município ocupa 18 km², e a região metropolitana, 67 km².
A primeira menção ao lugar aparece nas Cartas de Amarna, do século XIV a.C. Fenícios, gregos e romanos passaram por ali, e os romanos a chamaram de Júlia Augusta. A cidade ficou famosa por uma escola de direito e foi arrasada por terremotos no século VI. Virou capital quando o Líbano se tornou independente, em 1943. A guerra civil dividiu Beirute por anos, e a paisagem da cidade passou por uma grande reconstrução depois dela.
Melhor época para ir
O clima é mediterrâneo, de verão quente. Agosto é o único mês realmente muito quente, com média de 32 °C, e janeiro e fevereiro são os mais frios, com mínima média de 11 °C. O inverno é suave e chuvoso, o verão quase não tem chuva, e a precipitação soma cerca de 825 mm por ano, concentrada em outono, inverno e primavera. A neve é rara na cidade e comum nos subúrbios de montanha, a leste. Primavera e outono ficam entre o calor de agosto e a chuva do inverno.
Como chegar
O Aeroporto Internacional Rafic Hariri, nos subúrbios ao sul, é o único aeroporto comercial do Líbano e a principal porta de entrada por via aérea. O porto de Beirute é a outra entrada, e a cidade também se alcança por terra a partir de Damasco, pelo vale do Beqaa.
Alguns países, como os Estados Unidos, colocam o Líbano em suas listas de aviso de viagem, e em 2020 uma explosão no porto causou danos grandes, sobretudo em Gemmayzeh. Confira as orientações oficiais antes de reservar.
O que fazer em Beirute
- Distrito Central: em boa parte só para pedestres, reúne prédios de pedra com arcadas, antigas mesquitas, igrejas das cruzadas e ruínas romanas, além dos souks, as galerias de lojas.
- Corniche: calçadão de 4,8 km à beira-mar, que chega ao ponto mais alto em Raouché, de frente para as Rochas de Raouché.
- Museu Nacional: principal museu de arqueologia do país, com cerca de 1.300 peças, da pré-história ao período mameluco, incluindo achados de Biblos.
- Museu Sursock: casa construída pela família Sursock no fim do século XIX e doada ao Estado, com gravuras japonesas, arte islâmica e pinturas italianas.
- Universidade Americana de Beirute: o campus fica numa colina arborizada de frente para o mar, com prédios de telhado vermelho do século XIX, e a rua Hamra, de pedra, concentra lojas e cafés.
- Gemmayzeh, com ruas estreitas e prédios da época francesa, e Badaro, ao lado do parque dos Pinheiros: dois bairros de bares e cafés.
Quem prefere ir com guia encontra um tour privado por Beirute em português, de 8 horas, um ônibus turístico e um tour de street food. Também saem excursões de um dia para Byblos, a gruta de Jeita e Harissa, para o vale de Qadisha e o bosque dos Cedros de Deus, para Baalbek e as adegas de Zahlé e para o palácio de Beiteddine e Deir el Qamar.
Onde se hospedar
Os hotéis altos ficam no Distrito Central, junto da marina e do calçadão. Quem prefere um clima mais boêmio pode olhar Gemmayzeh, que tem a rua Gouraud como eixo, ou a região de Hamra, perto da universidade, onde a vida noturna é movimentada.











