Paro é a cidade-sede do distrito de mesmo nome, no vale de Paro, no Butão, e um dos vales mais históricos do país. A cidade tem cerca de 20 mil habitantes, e a língua dominante é o dzongkha, o idioma nacional. Por esse vale passavam tanto as mercadorias quanto os invasores tibetanos que cruzavam o passo no alto do vale, o que deu a Paro a ligação cultural mais estreita com o Tibete entre os distritos butaneses. É a única cidade com mercado do distrito, em expansão por causa do turismo.
Melhor época para ir a Paro
O clima é de altitude subtropical, com inverno seco. O evento mais conhecido do calendário é o Tsechu de Paro, festival em homenagem ao mestre Padmasambhava, que acontece no vale em março ou abril. Em certos dias do calendário lunar butanês, o acesso ao mosteiro de Taktsang é reservado só a butaneses, e isso vale checar antes de montar o roteiro.
Como chegar
Paro tem o único aeroporto internacional do Butão. Ele tem uma única pista de asfalto, de 2.265 metros, e os aviões passam, na aproximação, ao lado de picos do Himalaia de mais de 5.500 metros. Por causa do ar rarefeito, só poucos pilotos têm certificação para pousar ali. É considerado um dos aeroportos comerciais mais difíceis do mundo.
O que fazer em Paro
O cartão-postal é o Paro Taktsang, o Ninho do Tigre, um mosteiro e eremitério budista pendurado num penhasco a 3.120 metros de altitude, uns 900 metros acima do vale e a cerca de 10 km da cidade. A tradição diz que Padmasambhava chegou ali voando nas costas de uma tigresa, vindo do Tibete. O complexo atual foi construído em 1692 em volta da caverna onde ele meditou, e a trilha até lá leva cerca de três horas só de ida. Um incêndio, em 1998, destruiu a construção principal, e a restauração terminou em 2005.
- Rinpung Dzong, também chamado de Paro Dzong, a grande fortaleza-mosteiro que é o centro administrativo do distrito. Cenas do filme Pequeno Buda foram gravadas ali.
- Kyichu Lhakhang, do século VII, um dos dois templos mais antigos do país.
- Museu Nacional do Butão, onde se aprende sobre a cultura do país.
- Drukgyel Dzong, no alto do vale, construído contra invasores tibetanos e em ruínas desde um incêndio nos anos 1950. Fica a cerca de 16 km da cidade.
- Dungtse Lhakhang, templo do século XV, e a rua principal de Paro, com casas decoradas no estilo tradicional.
O distrito também inclui o norte do Parque Nacional Jigme Dorji, e o monte Jomolhari é um local sagrado, com uma caverna de meditação. Para circular pelo país, há os circuitos privados de 5, 6 e 8 dias pelo Butão.
Onde se hospedar
A cidade de Paro é o ponto de apoio no vale: concentra a rua principal e o mercado, e fica perto do Rinpung Dzong. O mosteiro de Taktsang está a uns 10 km.




