Baku é a capital do Azerbaijão, a maior cidade do país e seu principal porto. Fica nas margens do Mar Cáspio, no sul da península de Absheron, a 28 metros abaixo do nível do mar, o que faz dela a capital mais baixa do mundo. São mais de dois milhões de habitantes numa cidade com dois rostos bem diferentes: a Cidade Velha murada, onde ficam o Palácio dos Shirvanshahs e a Torre da Donzela, e a parte nova, de torres de vidro. O nome vem do persa e, segundo uma das hipóteses, quer dizer "cidade fustigada pelo vento". É bem apropriado.
A melhor época para visitar Baku
O clima é semiárido, com verões quentes e úmidos e invernos frios e úmidos. No inverno, massas de ar polar trazem ventos fortes, os famosos khazri (do norte) e gilavar (do sul), a neve é comum e a temperatura na costa muitas vezes cai abaixo de zero. A média anual é de 14,2 °C. As chuvas são poucas, e a parte sudoeste da região metropolitana é a mais árida do país. Para caminhar a pé pela Cidade Velha, primavera e outono são mais confortáveis que o calor do verão e o vento do inverno.
Como chegar a Baku
A cidade é servida pelo Aeroporto Internacional Heydar Aliyev e tem metrô. Também há linhas regulares de barco pelo Mar Cáspio para o Turcomenistão e para o Irã.
O que fazer em Baku
- Andar pela Cidade Velha (Icheri Sheher), tombada pela UNESCO, com suas ruelas estreitas, muralhas e torres que datam de pelo menos o século XII.
- Visitar o Palácio dos Shirvanshahs e subir à Torre da Donzela, um dos símbolos da cidade.
- Ver a parte moderna, com as Flame Towers e o Centro Cultural Heydar Aliyev, dois símbolos da arquitetura recente.
- Conhecer o Museu de Arte do Tapete e o Museu Nacional de Arte do Azerbaijão.
- Passear à beira do Cáspio e pelos parques urbanos, e ver uma apresentação no teatro de ópera e balé da cidade.
- Ir aos arredores de Baku, onde existem vulcões de lama e lagos de sal.
Entre as atividades que dá para reservar antes da viagem, há o Free tour por Baku (3 horas, nota 4,5 em 44 avaliações), o Tour pelo Gobustão e pela península de Absheron (7h30) e o Tour noturno por Baku (2 horas). Quem tem mais dias encontra excursões de um dia para Quba, Sheki, Gabala e Shamakhi.
Um pouco de história
Baku ganhou importância no século XII, quando o xá de Shirvan mudou a capital para cá depois de um terremoto em Shamakhi. No século XIX, o petróleo transformou a cidade. O primeiro poço foi perfurado em 1846 em Bibi-Heybat, e em 1872 as autoridades russas leiloaram terras petrolíferas a investidores particulares, entre eles os irmãos Nobel. No início do século XX, quase metade das reservas de petróleo extraídas no mundo saíam daqui. Essa riqueza explica a arquitetura eclética de muitos prédios do centro.
Onde se hospedar
O centro, perto da Cidade Velha e da avenida à beira-mar, reúne o que a maioria dos visitantes procura e permite andar a pé. É a melhor escolha para quem fica poucos dias. Quem prefere mais silêncio pode escolher os bairros residenciais ao redor.
Dicas práticas antes de ir
- Leve casaco corta-vento de outubro a março, porque o vento é forte.
- Reserve um dia inteiro para a Cidade Velha, sem pressa: as ruas são de pedra e cheias de ladeiras e becos.
- Se o roteiro incluir o Gobustão, saia cedo: a excursão dura cerca de sete horas e meia.
- A cidade sedia o Grande Prêmio do Azerbaijão de Fórmula 1 em circuito de rua. Em dias de corrida, o trânsito do centro muda.
O Visite o Mundo recomenda?
Recomenda, com três ou quatro dias. Baku mistura uma Cidade Velha de verdade com arquitetura contemporânea ousada, e o passeio ao Gobustão completa o roteiro. Não é o tipo de cidade para relaxar em praia, apesar do Cáspio. Vale mais pelo centro histórico e pela paisagem urbana.











