A Armênia é um país sem litoral, numa região montanhosa do sul do Cáucaso, entre o mar Negro e o mar Cáspio. Faz fronteira com a Turquia a oeste, a Geórgia ao norte, o Azerbaijão a leste e o Irã ao sul. A capital é Erevã. O país tem pouco mais de 3 milhões de habitantes e uma diáspora estimada em cerca de 7 milhões de pessoas, espalhadas por mais de cem países. No Brasil, a comunidade armênia se concentra principalmente em Osasco, em São Paulo.
Foi a primeira nação a adotar o cristianismo como religião de Estado, em 301, e hoje quase 99% da população é cristã. A grande maioria pertence à Igreja Apostólica Armênia, cuja fundação a tradição atribui aos apóstolos Judas Tadeu e Bartolomeu. O alfabeto próprio, de 36 letras, foi criado pelo monge Mesrop Mashtots em 405 e usado primeiro para traduzir a Bíblia.
Melhor época para ir
O clima é marcadamente continental. O verão vai de junho a meados de setembro, com tempo seco e ensolarado e temperaturas entre 22 e 36 °C. A umidade baixa suaviza o calor, e as brisas da tarde que descem das montanhas refrescam. A primavera é curta, e o outono é longo, conhecido pelas cores das folhas das árvores. O inverno é muito frio e com bastante neve, com temperaturas entre -10 e -5 °C, e é a época dos esportes de inverno: o esqui é praticado nas colinas de Tsaghkadzor, a cerca de 30 minutos de Erevã, e o relevo montanhoso também favorece o alpinismo. No verão, o jazz ao vivo costuma animar os cafés e bares da capital.
Como chegar
Quem chega de avião passa por um de dois aeroportos: o Internacional de Zvartnots, perto de Erevã, ou o de Shirak, em Guiumri. Dos 11 aeroportos que operavam em 2020, só esses dois estavam em uso para voos comerciais. Há muitas conexões entre Erevã e outras cidades da região e da Europa, e em 2019 o número de passageiros passou de 3 milhões ao ano pela primeira vez. Por terra, há trens diários entre Tbilisi, na Geórgia, e Erevã, com conexão para Batumi.
Dentro do país, trens elétricos ligam Erevã a Guiumri, a segunda maior cidade, quatro vezes por dia, em cerca de duas horas. A capital tem metrô desde 1981, com uma linha de 13,4 km e 10 estações ativas, algumas a 70 metros de profundidade e decoradas com motivos nacionais.
O que fazer na Armênia
- Erevã: a Galeria Nacional de Arte reúne mais de 16 mil obras, desde a Idade Média. Aos fins de semana e às quartas-feiras, um mercado de artesanato na Praça da República vende tapetes, rendas, objetos de obsidiana e peças de ourivesaria.
- Echmiadzin e Zvartnots: há excursão de cerca de 5 horas aos dois lugares.
- Garni e mosteiro de Geghard: excursão de cerca de 6 horas. Há ainda uma excursão privada de 10 horas, que sai de Erevã.
- Lago Sevã: lago de água doce, com cerca de 1.400 km², nas terras altas. Como o país não tem mar, os esportes aquáticos se concentram nele.
- Sítios históricos: igrejas e fortalezas de diferentes épocas estão a poucas horas do centro da capital, e há locais da Idade Média, do Ferro, do Bronze e até da Idade da Pedra.
Na mesa, a culinária armênia mistura influências do Mediterrâneo, do Cáucaso, da Europa Oriental e do Oriente Médio, com muitos recheios, purês e coberturas em carnes, peixes e legumes.
Onde se hospedar
Erevã concentra museus, mercados e o metrô, e o aeroporto de Zvartnots fica a cerca de 15 km a oeste, o que faz da cidade o ponto de partida natural para quem chega de avião. Guiumri, a segunda maior cidade, fica a cerca de duas horas de trem.




