Arequipa é a segunda cidade mais populosa do Peru, no sul do país, num vale do rio Chili a 2.328 metros de altitude, entre o deserto e a cordilheira dos Andes. De qualquer ponto da cidade se veem os cones vulcânicos do Misti, de 5.822 metros, do Chachani e do Pichu Pichu. Francisco Pizarro fundou a cidade em 15 de agosto de 1540, data que os moradores ainda comemoram. O centro histórico é Patrimônio Mundial da Unesco desde 2000 e é construído em boa parte com o sillar, uma rocha vulcânica branca que dá o tom da arquitetura local.
Melhor época para visitar Arequipa
O clima é árido e temperado, com média anual de 14,5 °C e pouquíssima chuva, entre 75 e 100 mm por ano. As temperaturas raramente passam de 25 °C, e a cidade tem cerca de 3.333 horas de sol por ano. A estação úmida vai de dezembro a março, quando as tardes ficam nubladas e a chuva é esporádica, e em junho e julho a média pode cair para 6 °C. A umidade do ar é baixa, e como o sol é intenso na altitude, convém levar protetor solar em qualquer época.
Como chegar a Arequipa
O Aeroporto Internacional Rodríguez Ballón fica em Cerro Colorado, a cerca de 12 km a noroeste do centro, e é o terceiro do país em movimento de passageiros. A cidade tem dois terminais rodoviários, um para destinos nacionais e outro para internacionais.
O que fazer em Arequipa
- A Plaza de Armas é o centro do centro histórico. Ali ficam a Catedral, neoclássica, reconstruída entre 1844 e 1847, e a igreja da Companhia, que tem a data de 1698 na fachada e é considerada o ponto de partida da escola barroca arequipenha.
- O Monastério de Santa Catalina, de 1580 e ampliado no século XVII, abrigou cerca de 450 freiras isoladas do mundo exterior. O convento franciscano La Recoleta, de 1648, perto do rio Chili, tem uma biblioteca com mais de 20 mil livros, o mais antigo de 1494.
- O bairro de Yanahuara, a 2 km da praça, é conhecido pelas igrejas e pelos becos de estilo andaluz, e Cayma, a 3 km do centro, é chamado de "balcão de Arequipa" por ficar num ponto alto.
- Em Sabandía, a 3 km, o Molino de Sabandía, de 1621, foi construído em sillar para moer trigo e milho. Em Carmen Alto e Paucarpata ainda se veem terraços agrícolas da época inca.
- O Palácio de Goyeneche, em Sachaca, é uma casa de estilo arequipenho com mirante para o campo.
- A gastronomia de Arequipa tem mais de 500 pratos documentados e foi reconhecida pela Unesco, em 2019, como cidade criativa. Entre os pratos típicos estão o rocoto recheado, o chupe de camarões e o adobo arequipenho, e as picanterías, que servem a comida típica, são Patrimônio Cultural da Nação desde 2014.
Para sair da cidade, a excursão de 2 dias ao Vale do Colca, com parada no mirante Cruz del Cóndor, tem nota 4,6 em 30 avaliações. Na própria cidade, há o free tour de 2h30, com nota 4,6 em 118 avaliações, e o rafting no rio Chili, de 3 horas, com nota 4,9 em 23.
Onde se hospedar
O centro histórico, entre a Plaza de Armas e o Monastério de Santa Catalina, reúne a maior parte dos monumentos e dos restaurantes, e é uma boa escolha para quem quer passear a pé. Yanahuara e Cayma, a 2 e 3 km do centro, são alternativas mais afastadas.























