Riobamba é a capital da província de Chimborazo, no centro da região andina do Equador, a 2.750 m de altitude, na bacia do rio Chambo. Tem cerca de 177 mil habitantes (censo de 2022) e é cercada por vulcões: Chimborazo, Tungurahua, Altar e Carihuairazo. É chamada de Sultana dos Andes e de berço da nacionalidade equatoriana. A cidade atual é a primeira planejada do país: depois do terremoto de 4 de fevereiro de 1797 que destruiu a cidade fundada em 1575, os moradores se mudaram para a planície de Tapi.
A melhor época para visitar Riobamba
O clima é de montanha, fresco e estável, com média de 12 °C, e as variações entre meses são pequenas. A altitude é que pesa: à noite o frio aperta, e ao meio-dia o sol de 2.750 m queima. Leve agasalho e protetor solar juntos. Se a ideia é subir no Chimborazo, escolha dias de tempo aberto, e prefira passar dois dias na cidade antes para se acostumar ao ar rarefeito.
Como chegar a Riobamba
De Quito a cidade fica a 3 a 3h30, de carro ou ônibus. De Guayaquil, de 3h30 a 4h. De Baños, cerca de 1h30. O Terminal Terrestre de Riobamba liga a cidade a Quito, Guayaquil, Cuenca e Ambato, e é também o ponto de partida para comunidades rurais e para o Chimborazo. Com a estrada em ordem, a cidade funciona bem como base para a região.
O que fazer em Riobamba
- Caminhar pelo Parque Maldonado, a praça principal, em frente à catedral. A catedral foi construída com restos das ruínas da cidade antiga, e guarda o mural El Cristo del Poncho, do argentino Adolfo Pérez Esquivel.
- Ver o Parque Sucre e a estação de trem, que virou praça de artesanato.
- Olhar as casas tradicionais de um andar, testemunho dos sobreviventes do terremoto.
- Pegar o trem para a Nariz del Diablo, viagem de cerca de cinco horas.
O grosso da região está nas montanhas. Dá para fazer a excursão ao vulcão Chimborazo, de 8 horas, a trilha até a mina de gelo, o passeio de bicicleta pelo vulcão ou a cavalo, a excursão à lagoa de Quilotoa e a Baños de Agua Santa e Río Verde. Para quem tem mais dias, há trilhas de 2 dias pelo Chimborazo e pelo El Altar e de 3 dias pelo Caminho Inca. A visita guiada pela cidade, de 4 horas, funciona bem no dia de aclimatação.
Onde se hospedar
O centro, em torno do Parque Maldonado e do Parque Sucre, concentra serviços e fica perto do terminal. A cidade tem ruas largas e traçado regular, herança do plano de 1797, e dá para andar bem a pé.
Gastronomia
Os pratos da cidade são os de montanha: caldo de patas, ají de cuy e quesillos. As cholas de Guano, pães pequenos de trigo, panela e banha, e a chicha, bebida de milho fermentado, completam a lista. Doces de leite e de frutas como goiaba e marmelo aparecem nas lojas do centro.
Dicas práticas antes de ir
- Durma uma ou duas noites na cidade antes de subir o Chimborazo.
- Beba água com frequência e evite álcool no primeiro dia de altitude.
- Para subir em vulcão, vá com guia e confira as condições do tempo no dia.
- Confirme se o trem da Nariz del Diablo está operando e os horários antes de planejar o dia.
- Combine Riobamba com Baños, que fica a cerca de 1h30.
O Visite o Mundo recomenda?
Recomenda, como base para montanha. A cidade em si é tranquila e tem catedral e praças agradáveis, mas o atrativo está em volta: o Chimborazo, a Nariz del Diablo e os vulcões. Duas noites bastam para a cidade e um passeio. Quatro, se o plano inclui trilha de mais de um dia.























