Villa de Leyva fica no departamento de Boyacá, na Colômbia, a 40 km a oeste de Tunja e a 165 km de Bogotá. Foi fundada em 1572, declarada monumento nacional em 1954 e faz parte da lista tentativa da UNESCO para Patrimônio da Humanidade. O que a distingue é a arquitetura colonial conservada e a praça principal de pedra, com cerca de 1,4 hectare, cercada por edifícios antigos. A cidade decaiu no século XVIII e ficou parada no tempo, o que explica por que hoje parece tão inteira.
A melhor época para visitar Villa de Leyva
A temperatura média é de 18 °C, e o clima muda conforme a altitude: a zona semidesértica, com terrenos erosionados cheios de pedra e fósseis, recebe de 700 a 1.000 mm de chuva por ano; a zona mais úmida, que chega ao páramo de Iguaque, recebe de 1.400 a 1.700 mm. Em vez de procurar um mês perfeito, escolha o evento: o Festival do Vento e das Pipas acontece em meados de agosto, o Festival de Astronomia na última semana de janeiro ou no início de fevereiro, a Semana Santa e o Encontro de Música Antiga em abril, e o festival de jazz em junho.
Como chegar a Villa de Leyva
A cidade só é alcançada por estrada, a partir de Tunja, Chiquinquirá, Arcabuco e Santa Sofía. De Bogotá são 165 km, e há transporte organizado entre as duas cidades, com cerca de 3h30 de viagem. Sem carro, o transfer direto é a opção mais simples.
O que fazer em Villa de Leyva
- Plaza Mayor — 14.000 m² de pedra, tida como a maior da Colômbia. O trânsito de carros foi restringido no início dos anos 2010, e hoje a praça é de quem anda a pé.
- Casa Museo Antonio Nariño — onde o prócer da independência morreu, em 1823.
- Casa de Antonio Ricaurte — hoje abriga o museu da Força Aérea da Colômbia.
- Museo Paleontológico — instalado em um casarão do século XIX, expõe amonitas, bivalves e répteis marinhos encontrados na região.
- Museo Luis Alberto Acuña — pinturas, murais e esculturas do artista, com foco nos povos indígenas pré-hispânicos.
- Casa Terracota — casa feita só de barro, no estilo indígena tradicional, hoje aberta a visitas.
- Calle Caliente — rua de pedestres entre a praça principal e a Plaza de Ricaurte, com lojas de artesanato e restaurantes.
Passeios para reservar
A região tem o que ver fora da praça. Dá para fazer a visita guiada pelo centro (2h30) ou o tour pelos museus (2h30). Para o entorno, há o passeio a cavalo pelos Pozos Azules, o tour de quadriciclo e a excursão ao Molino de la Primavera e ao El Infiernito (4 horas), o observatório astronômico muisca. A oficina de artesanato em Ráquira, município vizinho, é outra opção.
Onde se hospedar
O centro histórico, no entorno da Plaza Mayor e da Calle Caliente, permite fazer tudo a pé, já que a praça é fechada ao trânsito. As veredas rurais ao redor são a alternativa para quem quer mais sossego, e ali estão muitas casas novas, fruto da procura por tranquilidade na região.
Dicas práticas antes de ir
- Leve tênis confortável: a praça principal é toda de pedra.
- A temperatura média é amena, de 18 °C, mas o tempo muda entre a zona seca e a zona de páramo. Leve um agasalho.
- Em feriados e festivais, a cidade lota. Reserve a hospedagem com antecedência.
- O escritório de turismo fica no extremo sul da Calle Caliente.
O Visite o Mundo recomenda?
Recomenda, principalmente como fim de semana saindo de Bogotá. Villa de Leyva é pequena, lenta e bonita. Um dia cobre a praça, os museus e o casario, e o segundo dia fica por conta do entorno de fósseis, pedras e páramo. Nos festivais o centro enche, mas o campo em volta tem espaço de sobra.























