San Andrés é a maior ilha do arquipélago colombiano de San Andrés, Providencia e Santa Catalina, no mar do Caribe. Tem 26 km² e fica a cerca de 191 km a leste da Nicarágua, bem mais perto dela que da Colômbia: a costa colombiana está a uns 775 km. Mesmo assim pertence à Colômbia desde 1803, e a Corte Internacional de Justiça confirmou a soberania colombiana sobre o arquipélago em 2012.
A ilha nasceu de um antigo vulcão, atravessada por colinas baixas cujo ponto mais alto, o Cerro La Loma, tem cerca de 85 metros. A oeste, um pequeno recife de coral e várias ilhotas cercam a costa. É o motivo de quase toda visita: mergulho, snorkel e passeio de barco.
A melhor época para visitar San Andrés
O clima é quente o ano todo, com temperaturas entre 26 e 29 °C. O ano se divide em uma estação seca, que pode durar até cinco meses seguidos, e uma chuvosa, com ventos fortes no fim do ano. Os meses exatos variam de ano para ano, então vale conferir a previsão da data escolhida. Para quem quer sol e passeio de barco sem susto, a época seca é a aposta mais segura.
Como chegar a San Andrés
A ilha não tem ligação por terra, e o acesso é por avião: a maior parte dos passageiros vem do continente colombiano, e há voo internacional, como o de Panamá. O aeroporto fica em North End, a cidade de San Andrés, que concentra a administração, o comércio, os bancos e vários hotéis. O porto de Cove fica na baía vizinha.
O que fazer em San Andrés
A ilha gira em torno do mar. Ilhotas como Johnny Cay (Sucre), Rose Cay (Aquário) e Haynes Cay (Córdoba) são as paradas dos passeios de lancha. O Civitatis lista mais de trinta atividades, e as que abrem a lista são a excursão a Johnny Cay com o aquário natural (7 horas), a excursão a Cayo Acuario (5h30) e o passeio no barco de fundo transparente (2 horas). Quem quer ver o fundo do mar sem molhar o cabelo tem ainda o barco semisubmarino (2 horas). Para mergulhar, há o batismo de mergulho (3 horas), e para voar, o parasailing.
Dá para dar a volta completa na ilha de lancha (4 horas), de moto ou de buggy (o aluguel é por dia) ou no trem turístico. O tour de chiva rumbera, de 4 horas, é outra forma de conhecer a ilha sem entrar na água.
Onde se hospedar
O North End é o centro urbano e onde está a maior parte dos hotéis e o aeroporto, o que facilita para quem chega sem carro. La Loma, no centro da ilha, é povoada pela população nativa raizal, e San Luis, no sul, é outro povoado raizal que hoje também tem estabelecimentos turísticos. Para o primeiro contato, o North End é a base mais simples.
Gastronomia
A cozinha da ilha se apoia em peixe e frutos do mar: mariscos, lagostins, caranguejo e anchova. Os acompanhamentos vêm de arroz de coco, patacão, mandioca, inhame, fruta-pão e feijão. Entre os pratos típicos estão o rondón, o bolinho de peixe e a sopa de caracol. A maior parte dos alimentos consumidos na ilha vem de fora, porque a produção local não abastece tudo.
Dicas práticas antes de ir
- Escolha o passeio de lancha conforme o tempo do seu roteiro: os de 7 horas são maratonas, os de 2 horas dão só uma amostra.
- Leve protetor solar e roupa de banho reserva: os passeios de barco duram o dia.
- No fim do ano, os ventos ficam mais fortes e o mar pode mudar os planos dos barcos.
- A ilha tem só 26 km². Um dia de moto ou buggy basta para conhecê-la por terra.
O Visite o Mundo recomenda?
Recomenda, para quem quer praia e mar colorido sem um roteiro cultural pesado. A ilha é boa para três a cinco dias, com uma ou duas saídas de barco e algum tempo livre. Quem busca cidade histórica ou natureza selvagem deve olhar para outro lugar.























