Antes de ir: documentos, seguro e chip para a Argentina
Tigre é uma cidade da província de Buenos Aires, na Argentina, no norte da Grande Buenos Aires, a cerca de 28 km do centro da capital. Fica no delta do rio Paraná, e o delta é o motivo da visita: passeios de barco entre ilhas, museus em casas históricas à beira d'água e um mercado que já foi ponto de chegada de frutas. É destino de fim de semana para os portenhos, e funciona bem como bate-volta a partir de Buenos Aires. O nome vem de um jaguar, chamado de tigre na época, que teria sido morto perto de um riacho.
A melhor época para visitar Tigre
Os passeios são ao ar livre, pelo rio e pelas ilhas, então escolha dias de tempo firme. Tigre é destino de fim de semana, de modo que sábados e domingos concentram mais visitantes.
Como chegar a Tigre
De Buenos Aires, há duas linhas de trem: o ramal Retiro-Tigre, da Ferrovia Mitre, e o Tren de la Costa, que faz o trajeto Maipú-Delta e passa pela estação Delta, a poucos metros do Puerto de Frutos. O primeiro trem chegou à região em 1865. Também há ônibus, como as linhas 60 (de Constitución), 21 e 343. Na própria Tigre, da estação fluvial Domingo Faustino Sarmiento partem lanchas e catamarãs para as ilhas do delta e para Carmelo e Nueva Palmira, no Uruguai.
O que fazer em Tigre
- Passeio de barco pelo delta: a atração principal. Entre as opções estão o passeio de barco pelo delta do Paraná (1h50), o catamarã pelos rios Tigre, Luján e Sarmiento (1h15) e o catamarã pelos 6 rios do delta (2 horas).
- Puerto de Frutos: nasceu como local de chegada de frutas e vime do delta e virou mercado de artesanato e de lojas de gastronomia. Vendem-se produtos de vime e de junco, frutas, doces, licores, mel, plantas e flores.
- Museu Naval da Nação, nas antigas oficinas da Marinha, com duzentos modelos em escala.
- Museu de Arte de Tigre Ricardo Ubieto, no edifício do antigo cassino, de 1910 a 1912, com pintura argentina dos séculos XIX e XX.
- Museu do Mate, dedicado à infusão típica da região, e as casas-museu de Sarmiento, de Haroldo Conti e de Xul Solar.
- Parque de la Costa: inaugurado em 1997, tem mais de cinquenta atrações, cinco montanhas-russas e um setor aquático.
Para sair do roteiro básico, há excursões até a ilha El Descanso, à ilha Martín García (10 horas), ao Recreo El Alcázar e à reserva Viva El Delta. Quem prefere mais conforto tem o passeio privado de lancha ou de veleiro, além do free tour por Tigre, de 1h30.
Onde se hospedar
Quem quer ficar escolhe entre a parte continental, perto do porto e da estação, e a parte das ilhas, que se alcança de barco.
Dicas práticas antes de ir
- Vá de trem e saia cedo, para aproveitar o dia de barco e de mercado.
- O delta tem fauna própria, com mais de 200 espécies de aves, capivaras e cervos-do-pantanal.
- Tigre é chamada de berço do remo argentino, e há regatas e festas do remo ao longo do ano.
- O Club Atlético Tigre não fica em Tigre, e sim em Victoria, a poucos quilômetros.
O Visite o Mundo recomenda?
Recomenda como bate-volta de um dia a partir de Buenos Aires, com passeio de barco, mercado e um ou dois museus. Dois ou três dias só se você se interessa pelas ilhas e quer se hospedar lá. O delta é o que vale a viagem.























