Antes de ir: documentos, seguro e chip para o México
Tulum é, ao mesmo tempo, uma cidade moderna e um dos sítios arqueológicos maias mais bonitos do México. As ruínas de uma antiga cidade murada ficam sobre uma falésia de 12 m de altura, na costa caribenha de Quintana Roo, na Riviera Maya, a cerca de 130 km de Cancún. Foi uma das últimas cidades construídas e habitadas pelos maias: viveu seu apogeu entre os séculos XIII e XV e sobreviveu uns 70 anos depois da chegada dos espanhóis. Hoje é o terceiro sítio arqueológico mais visitado do país, atrás de Teotihuacán e Chichén Itzá, com pouco menos de 2,2 milhões de visitantes em 2018.
A melhor época para visitar Tulum
O clima é quente e úmido, típico da costa caribenha, e o litoral é baixo, com menos de 100 m de altitude. Isso significa calor o ano inteiro, e a ideia é encaixar as ruínas nas horas mais frescas do dia, cedo pela manhã, e deixar o fim da visita para a praia e os cenotes. Confira a previsão do período antes de fechar as datas.
Como chegar a Tulum
A zona arqueológica fica junto à cidade moderna, dentro do Parque Nacional Tulum, limitado a oeste pela Estrada Federal 307. O ponto de partida mais comum é Cancún, a uns 130 km, ou os balneários da Riviera Maya. Quem não quer dirigir encontra excursões saindo de Playa del Carmen e de Tulum, e vale considerar uma delas se a ideia é juntar mais de um sítio no mesmo dia.
O que fazer em Tulum
O sítio é compacto, bem preservado e se percorre em poucas horas.
- El Castillo: a construção de 7,5 m de altura, erguida sobre um edifício anterior, com lintéis de serpentes esculpidas. Um santuário pequeno teria servido de farol para as canoas que chegavam à cidade.
- Templo dos Afrescos: uma das estruturas mais espetaculares, usada como observatório do sol, com figuras do “deus mergulhador” na fachada.
- Templo do Deus Descendente: pequeno, com uma figura alada esculpida sobre a porta.
- Muralha: de 3 a 5 m de altura e 8 m de espessura, com 400 m de comprimento no lado paralelo ao mar, cinco portas estreitas e torres de vigia nos cantos.
- Praia abaixo das ruínas: uma enseada numa quebra da barreira de coral, onde antes desembarcavam canoas de comércio.
- Cenotes: a região tem vários, como o Grand Cenote, o Carwash e o Nohoch Kiin.
Entre as atividades reservadas, a excursão a Tulum e Cobá é a mais procurada para unir dois sítios maias. A de Tulum e Akumal inclui snorkel em cenote. A excursão à lagoa de Kaan Luum e cenotes maias sai da própria Tulum. Quem quer parques temáticos encontra Xcaret, Xplor e Xel-Há, e há ainda o passeio a Chichén Itzá, Cobá e cenote Ik-Kil e a travessia de catamarã a Isla Mujeres.
Onde se hospedar
Há três zonas de interesse turístico, além do sítio arqueológico: a cidade moderna, o pueblo; a zona hoteleira, ao longo da costa; e a reserva da biosfera de Sian Ka’an. Quem quer comer e sair à noite fica no pueblo. Quem quer praia fica na zona hoteleira.
Dicas práticas antes de ir
- O parque nacional protege tartarugas, manguezais e cenotes e é regido por lei para turismo de baixo impacto; respeite a sinalização.
- Em zonas restritas do sítio, como o mural do Templo dos Afrescos, o acesso é vedado aos visitantes.
- Combine Tulum com Cobá ou com um cenote para aproveitar o dia.
- Chegue cedo: é um dos sítios mais visitados do país.
O Visite o Mundo recomenda?
Recomenda, sem dúvida, e pelo cenário: ruína maia sobre o mar Caribe é uma combinação rara. Só não vá esperando imensidão: Tulum é menor que Chichén Itzá. Meio dia resolve as ruínas, e mais um dia abre espaço para os cenotes.























